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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Gengibre Pode Ajudar Pacientes com Asma

Asma 

Por Dr. Mercola

O gengibre é usado medicinalmente há séculos e, nos Estados Unidos, talvez seja mais conhecido por sua capacidade de aliviar a náusea e problemas estomacais.

Ele é com certeza o melhor remédio que conheço para enjoos. Não é preciso muito, basta picar bem um só pedaço do tamanho da unha e engolir. Ele é incrivelmente eficaz.

Mas, agora, uma nova pesquisa sugere que essa raiz natural pode ajudar ainda mais, inclusive na dor da artrite, na saúde do coração e as pessoas com asma, nas quais o gengibre pode melhorar o efeito dos medicamentos broncodilatadores usados tradicionalmente para tratar o problema. Ele pode ajudar até mesmo no controle do peso!

 

O Gengibre é Anti-inflamatório e Pode Aliviar a Dor

As propriedades anti-inflamatórias do gengibre fizeram dele uma poderosa ferramenta no alívio das dores há séculos. Em 2001, uma pesquisa mostrou que o óleo de gengibre ajudou a reduzir a dor no joelho de pessoas com osteoartrite.
 

E, no início deste ano, um estudo revelou que as mulheres atletas que tomavam três gramas de gengibre ou canela diariamente (menos do que uma colher de chá) tiveram uma redução significativa nas dores musculares. Descobriu-se também que o gengibre foi tão eficaz quanto o ibuprofeno no alívio das cólicas menstruais das mulheres.
 

Além disso, o potencial de alívio da dor oferecido pelo gengibre parece ser muito amplo. Juntamente com a dor muscular e das articulações, por exemplo, o gengibre mostrou reduzir a intensidade da dor das enxaquecas tão bem quanto o medicamento Sumax, e com menos efeitos colaterais.

 

O Gengibre Ajuda a Tratar os Sintomas da Asma

Outro estudo recente, apresentado na Conferência Internacional da Sociedade Torácica Americana, mostrou que a adição de compostos de gengibre ao isoproterenol, um tipo de medicamento para asma chamado de beta-agonista, melhorou os efeitos broncodilatadores.

O tratamento convencional da asma consiste em um broncodilatador não esteroide, um agente anti-inflamatório que você inala, que faz com que as células do músculo liso nos pulmões relaxem.

Isso ajuda a abrir as vias aéreas. Se isso não funcionar, a etapa seguinte é geralmente a inalação de um esteroide, que é um agente anti-inflamatório bastante potente.
 
Parte da explicação dos benefícios do gengibre à asma é sua potente atividade antioxidante, atribuída a componentes como o gingerol, o shogaol e a zingerona. Acredita-se que esses compostos tenham propriedades analgésicas e anti-inflamatórias específicas, semelhantes às drogas anti-inflamatórias não esteroides (AINEs).

Como o gengibre aumenta a broncodilatação, ele pode ser uma alternativa muito mais segura, ou pelo menos um auxiliar, às medicações existentes no mercado, que são extremamente necessárias. Embora a asma seja um problema grave que pode levar à morte se não for tratada, os medicamentos para asma contêm efeitos colaterais graves e até mesmo letais.

Por exemplo, o medicamento Seretide, comum no tratamento da asma, contém o beta-agonista de longa duração (LABA) salmeterol, capaz de aumentar a gravidade de uma crise de asma, bem como o risco de morte por problemas de asma. 

A droga utilizada no estudo mencionado acima, o isoproterenol, também foi associada a uma epidemia de mortes por asma que ocorreu na década de 60, enquanto que os tratamentos convencionais da asma também mostraram aumentar o risco de doenças cardíacas, catarata e osteoporose, só para citar alguns dos riscos adicionais.

Se você tem asma, sugiro dar uma olhada no Método Buteyko, que ensina como trazer o volume de respiração de volta ao normal ou, em outras palavras, a reverter o que chamamos de hiperventilação crônica. Quando sua respiração é normal, você tem melhor oxigenação dos tecidos e órgãos.

 

Gengibre Para Náusea e Enjoo por Movimento

O gengibre é excelente para o trato gastrointestinal, uma vez que atua como carminativo (previne gases) e espasmolítico intestinal (previne espasmos ao relaxar o trato intestinal). 

Se você luta contra o enjoo por movimento ou náuseas (da gravidez ou quimioterapia, por exemplo), o gengibre deve fazer parte da sua alimentação. Pesquisas mostram que:
  • A ingestão diária de um grama de gengibre pode ajudar a reduzir as náuseas e vômitos nas mulheres grávidas, além disso, o gengibre funcionou melhor do que um placebo no alívio do enjoo matinal
  • A suplementação diária de gengibre diminui a intensidade das náuseas causadas pela quimioterapia
  • O gengibre pode ajudar a diminuir os vômitos e outros sintomas de enjoo por movimento

 

O Gengibre Pode ser Bom Para Diabéticos

Se você tem diabetes ou pré-diabetes, preste atenção. O gengibre parece ser bom como preventivo e terapêutico nessa doença, através de seu efeito na ação e liberação de insulina e melhor metabolismo de carboidratos e lipídios.

Segundo uma análise abrangente, um estudo revelou que depois de consumir três gramas de gengibre em pó por 30 dias, os participantes diabéticos tiveram uma forte redução no nível de glicose no sangue, além de triglicerídeos, colesterol total e LDL. Acredita-se que o gengibre tenha um efeito positivo sobre a diabetes porque:
  • Inibe as enzimas no metabolismo de carboidratos
  • Aumenta a liberação da insulina e a sensibilidade à mesma
  • Melhora os perfis lipídicos
O gengibre também tem um efeito protetor nas complicações de diabetes, oferecendo proteção ao fígado, rins, sistema nervoso central e olhos do diabético.

 

O Gengibre Promove Sensação de Saciedade e Ajuda a Controlar a Fome

Outro benefício a ser adicionado a esse tempero maravilhosamente quente é que ele mostrou aumentar a termogênese e diminuir a sensação de fome, exercendo importante função no controle do peso. 
Assim como a pimenta-caiena e a cúrcuma, o gengibre pode aumentar temporariamente a termogênese no corpo, na qual seu corpo queima combustível (como a gordura) para gerar calor, com impactos claramente positivos no metabolismo e no armazenamento de gordura. 

Uma pesquisa indica que o consumo de ingredientes termogênicos pode melhorar o metabolismo em geral em até 5% e aumentar a queima de gorduras em até 16%.
 Ele pode até mesmo ajudar a compensar a queda na taxa metabólica que geralmente ocorre durante a perda de peso.

 

Mais Algumas Razões Para Comer Gengibre…

O gengibre possui propriedades antibacterianas, antivirais, antioxidantes e antiparasitas de amplo espectro, só para mencionar algumas de suas mais de 40 ações farmacológicas. Segundo uma pesquisa compilada pelo GreenMedInfo, o gengibre também pode ser útil para:
  • Melhorar a função cognitiva de mulheres de meia-idade
  • Proteger contra vírus respiratórios
  • Diminuir a vertigem
  • Melhorar a digestão e absorção de gorduras
  • Proteger contra efeitos tóxicos de substâncias químicas ambientais, como parabenos
Na última década, os pesquisadores também descobriram que o gengibre pode oferecer potentes benefícios cardiovasculares:
  • Prevenindo a aterosclerose
  • Reduzindo os níveis de colesterol
  • Prevenindo a oxidação da LDL (lipoproteína de baixa densidade)
Por fim, uma pesquisa publicada no British Journal of Nutrition demonstrou a atividade anticâncer do gengibre in vitro e in vivo, sugerindo sua eficácia no controle do câncer de próstata.

 

Como Usar o Gengibre

Se você nunca usou o gengibre fresco antes, talvez ache essa raiz torta marrom um pouco assustadora — mas ela é incrivelmente fácil de usar. Uma das maneiras mais simples é cortar alguns centímetros do gengibre e deixá-lo imerso na água quente para preparar um chá de gengibre fresco.

Você também pode descascar a raiz usando uma faca para legumes e depois cortar em fatias finas (ou picar) para adicionar ao chá ou a pratos cozidos. Se mantido com a pele, o gengibre fresco pode ser armazenado na geladeira por pelo menos três semanas ou no freezer por pelo menos seis meses, o que faz com que seja incrivelmente fácil tê-lo à mão.

Experimente adicionar o gengibre fresco e outros temperos quentes, como canela, a uma xícara de chá pela manhã, noite ou após uma refeição...e veja se você observa algum dos benefícios à saúde que descrevi acima. 

Fonte:

http://portuguese.mercola.com/sites/articles/archive/2017/04/19/beneficios-gengibre.aspx?utm_source=facebook.com&utm_medium=referral&utm_content=facebookmercolaport_lead&utm_campaign=12092017_beneficios-gengibre

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Como Lidar com os Sintomas Alérgicos e da Asma

Asma
Por Dr. Mercola

Como e Por Que Alergias se Desenvolvem?

Alergias são uma reação do organismo contra alergênicos (partículas que o organismo considera estranhas), sinal de que o sistema imunológico está trabalhando demais.  A primeira vez que o organismo enfrentar um alergênico, as células plasmáticas liberarão IgE (imunoglobulina E), um anticorpo específico para aquele alergênico. A IgE liga-se à superfície dos matócitos.
Os matócitos são encontrados em grande número nos tecidos de superfície (ou seja, aqueles próximos do meio ambiente externo, tais como a pele e as membranas mucosas do nariz), onde eles ajudam na intermediação das respostas inflamatórias.  Os matócitos liberam uma série de mediadores químicos importantes, sendo a histamina um deles.
Portanto, na segunda vez que o organismo enfrentar um alergênico em particular, dentro de poucos minutos, os matócitos ficarão ativos e liberarão um coquetel poderoso de histaminas, leucotrienos e prostaglandinas, os quais dispararão uma cascata de sintomas associadas a alergias: espirros, prurido no nariz, garganta inflamada, tosse curta e seca, irritação nos olhos, etc.
A histamina pode fazer com que as vias aéreas fiquem constringidas, como acontece na asma, ou fazer com que os vasos sanguíneos fiquem mais permeáveis, levando ao vazamento de fluido ou urticária. Os leucotrienos causam hipersecreção do muco, a qual você geralmente sente como prurido no nariz ou aumento de catarro.
O pólen é um ativador dos mastócitos extremamente comum, porém outros agentes podem igualmente disparar estes processos. Esporos de fungos, poeira, contaminantes do ar, ácaros domésticos, pelos de animais de estimação, baratas, produtos químicos ambientais, produtos de limpeza, produtos de higiene pessoal e alimentos, todos podem causar reações alérgicas.
Cada pessoa é diferente no que diz respeito à reação que desenvolverá contra determinados produtos. E, só porque você não teve reação a algum produto no passado, não significa que não vá ter reação a ele no futuro – você pode tornar-se sensível a qualquer produto a qualquer momento.

Alergias Podem Igualmente Ocorrer Devido à Síndrome do Intestino Permeável

Intestino permeável é uma condição ocorrida devido ao desenvolvimento de lacunas entre as células (enterócitos) que constituem a membrana que reveste a parede intestinal. Estas pequenas lacunas permitem que substâncias como alimentos não digeridos, bactérias e resíduos metabólicos, que deveriam estar confinados no trato digestivo, escapem para a corrente sanguínea – daí o nome síndrome do intestino permeável.
Uma vez que a integridade do revestimento intestinal está comprometida e ocorre um fluxo de substâncias tóxicas “vazando” para a corrente sanguínea, o organismo experimenta um aumento significante de inflamações.
Além da associação com doenças inflamatórias intestinais, como Crohn e colite ulcerativa, ou doença celíaca, o intestino permeável pode igualmente ser um fator contribuinte para alergias.
De acordo com um número crescente de especialistas, incluindo o Dr. Loren Cordain, professor da Universidade do Estado do Colorado e especialista em estilos de vida do Paleolítico, humanos NÃO foram projetados para consumir grãos e consumi-los pode, na verdade, danificar o intestino. O problema não é apenas a existência de outras fontes superiores de nutrientes; os grãos podem realmente conter antinutrientes que podem danificar o intestino.
Rachaduras na parede intestinal podem, então, permitir que proteínas não digeridas entrem na corrente sanguínea. Estas substâncias altamente complexas são antigênicas e alergênicas, o que significa que elas estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos contra elas. Isto é o que estabelece o cenário para a ocorrência de alergias e outros distúrbios autoimunes.
"Cicatrizar e selar" o intestino tem demonstrado ajudar a aliviar os sintomas alérgicos. A chave é a mudança na dieta, eliminado alimentos ofensivos, tais como grãos e alimentos processados, e introduzindo alimentos mais saudáveis que promovam equilíbrio adequado de bactérias no intestino. Para restaurar a saúde do intestino e evitar a ocorrência de intestino permeável, o consumo de alimentos tradicionalmente fermentados é essencial.

Tratamentos Alternativos para Alergias que Podem Funcionar

  • Consumir mel produzido localmente: De acordo com a ABC News, as opiniões foram basicamente negativas com relação a esta estratégia. Porém, eles reconhecem os resultados positivos coletados em um estudo realizado em 2011, o que concluiu que pacientes diagnosticados com alergia ao pólen da bétula conseguiram alívio bastante significativo quando consumiram mel do pólen da bétula, diariamente, de novembro a março.
  • Durante a estação do pólen da bétula, comparando com o grupo de controle, pacientes que consumiram mel experimentaram uma redução de 60 por cento nos sintomas; duas vezes o número de dias assintomáticos; redução de 70 por cento em dias com sintomas graves e 50 por cento de redução no uso de anti-histamínicos.
  • Lavar a cavidade nasal com um pote neti: Esta estratégia é amplamente recomendada, até mesmo pela Academia Americana de Alergias, Asma e Imunologia. A irrigação dos seios nasais ajudará a expulsar o pólen e outros agentes irritantes, ajudando na facilidade da respiração.
  • Acupuntura: Talvez surpreendente para muitas pessoas, a acupuntura tem mostrado oferecer alívio eficaz aos sintomas de alergias. Um estudo publicado no início deste ano concluiu que as pessoas que fizeram tratamento semanal com acupuntura tiveram significativamente menos problemas de respiração se comparadas àquelas que não fizeram acupuntura.
  • No entanto, o efeito só durava se elas mantivessem o tratamento. Ainda assim, esta poderia ser uma opção viável para os sofredores de alergias sazonais dispostos levarem a picadas de agulhas uma vez por semana durante o pior momento da contagem de pólen.
  • Comer “direito”: Alimentos geneticamente modificados (GM), dominantes na dieta Americana, têm mostrado serem causadores de alergias alimentares. Igualmente com relação a vários aditivos. Uma pesquisa realizada recentemente concluiu que consumir junk food aumenta o risco de desenvolvimento de asma e alergias em crianças, portanto, certamente, evitar tais alimentos pode, no mínimo, reduzir este risco.
  • Estima-se que 80 por cento do sistema imunológico esteja localizado no intestino, portanto o sustento da saúde digestiva é essencial para o sustento do sistema imunológico, que é o sistema primário de defesa contra TODAS as doenças. Alimentos processados, ingredientes GM e aditivos sintéticos, todos dizimam as bactérias benéfica do intestino, promovendo, dessa forma, um efeito negativo sobre o sistema imunológico.
    Idealmente, você deve evitar alimentos processados, focando em alimentos orgânicos, produzidos localmente (ambos para aprimorar seu sistema nutricional e evitar pesticidas), e incluindo alimentos fermentados na dieta para aprimorar a flora intestinal, ou usar suplementos probióticos de alta qualidade.

O ‘Tratamento’ MAIS Importante para Alergias ao Qual Você Precisa Prestar Atenção

Da mesma forma que acredito que você certamente deva cuidar de sua dieta e poderia tentar as estratégias alternativas supracitadas, se você sofre de asma, melhorar os níveis de vitamina D é absolutamente crucial. De fato, uma pesquisa sugere que a deficiência de vitamina D pode ser uma causa primária de asma.
Isto significa que muitos sofrem desnecessariamente com um distúrbio potencialmente ameaçador à vida, uma vez que a deficiência de vitamina D pode ser facilmente solucionada. Idealmente, você deve adquirir vitamina D através da exposição segura ao sol. Lembre-se de que o uso de protetor solar efetivamente bloqueia a produção de qualquer quantidade de vitamina D.
Outra alternativa é usar uma cama de bronzeamento segura, ou, se nenhuma destas alternativas estiver disponível, suplemento de vitamina D via oral. Se você optar pelo suplemento de vitamina D, você deve igualmente aumentar o nível de vitamina K2.

Indução da Neutralização do Tratamento para Alergia

Lidar com alergias envolve uma abordagem multifacetada que, por sua vez, envolve o aprimoramento da dieta, da saúde intestinal, dos níveis de vitamina D e prevenção contra acionadores potenciais. Tipicamente, pessoas que sofrem com alergias tendem a armar-se com uma série de pílulas anti-histamínicas, sprays para o nariz e colírios, antecipando-se à estação das alergias.
Porém, estes tratamentos com medicamentos trazem seus próprios conjuntos de efeitos colaterais, e o alívio acaba não durando o suficiente. E a minha experiência diz que testes convencionais de alergias, sejam realizados através do sangue ou da pele, funcionam apenas para 20 a 30 por cento dos pacientes.
Testes de neutralização da alergia por indução e tratamentos oferecem a vários sofredores de alergias alívio permanente sem efeitos colaterais adversos. A taxa de sucesso desta abordagem é de 80 a 90 por cento e você pode fazer o tratamento em casa.
A indução refere-se a “provocar uma alteração” e a neutralização refere-se a “neutralizar a reação causada pela indução”. Durante o processo indução-neutralização, uma pequena quantidade de alergênicos é injetada sob a pele para produzir um pequeno inchaço chamado “pápula” nas camadas superiores da pele e, então, a reação deste procedimento é monitorada.
Se você tiver reação positiva, como fadiga, dor de cabeça ou crescimento no tamanho da pápula, então o alergênico é neutralizado com injeções diluídas ou com gotas do mesmo alergênico que são colocadas na boca. Se você quiser realizar o teste de neutralização por indução, a Academia Americana de Medicina Ambiental (AAEM) possui uma lista de médicos e consultórios treinados nesta técnica altamente eficaz e recomendada.

Imunoterapia Sublingual para Asma e Alergias

"Dessensibilizar uma pessoa contra alergias geralmente envolve uma série de injeções de pequenas quantidades de alergênicos, porém uma ampla revisão de estudos realizados concluiu que colocar alergênicos sob a língua em solução com água pode funcionar tão bem quanto," reportou recentemente o New York Times .
Uma meta-análise de 63 ensaios controlados aleatoriamente, envolvendo mais de 5.130 pacientes com idades entre 4 e 74 anos, encontrou fortes evidências de que a imunoterapia sublingual melhorou os sintomas da asma causados pela grama, pelo pólen de árvores, ácaros domésticos, tasneira e outras substâncias.
O tratamento produziu mais de 40 por cento de melhora nos sintomas comparando com placebo e levou à redução significante do uso de medicamentos contra asma. Interessantemente, a técnica de Neutralização por Indução, descrita acima, igualmente usou tratamentos sublinguais contra alergias por várias décadas.
A revisão publicada no The Journal of the American Medical Association (Revista da Associação Médica Americana) também encontrou evidências moderadas com relação à redução do nariz escorrendo e inflamação dos olhos promovida pelo tratamento oral. Reações locais foram comuns, porém nenhum efeito colateral ameaçador à vida, como por exemplo, anafilaxia, foi reportado.
De acordo com o Dr. Daniel Moore, as gotas contra alergias usadas na imunoterapia sublingual (ITSL) são administradas diariamente ou, às vezes, semanalmente, por um período de anos.

Estratégias Adicionais Seguras e Eficazes para o Tratamento de Alergias e Asma

  • Aumento do consumo de gorduras ômega-3 de base animal – Não posso enfatizar suficientemente a importância da introdução de quantidades suficientes de gordura ômega-3 de base animal de alta qualidade na dieta. As gorduras DHA e EPA encontradas no óleo de krill são potentes anti-inflamatórios.
  • Redução do consumo de gordura ômega-6 – Além da adição de gorduras ômega-3 na dieta, você deve igualmente reduzir a quantidade de gorduras ômega-6 que consome porque a proporção entre estes dois tipos de gordura é muito importante. Se você consome alimentos processados diariamente, o equilíbrio entre as gorduras ômega-3 e ômega-6 ficará distorcido, podendo causar o tipo de inflamação que leva à asma.
  • Vegetais fermentados e/ou probióticos: Em um estudo realizado em 2008, pesquisadores descobriram que pessoas que consumiram probióticos durante a estação das alergias, apresentaram menores níveis de um anticorpo que disparava os sintomas de alergia. Elas igualmente apresentaram maiores níveis de um anticorpo diferente (IgG), o qual acredita-se que desempenha papel protetor contra reações alérgicas. Outros pesquisadores encontraram evidências de que o fornecimento de probióticos a recém nascidos e a futuras mães pode ajudar na prevenção de alergias em crianças.
  • Evite produtos lácteos pasteurizados, que notoriamente aumentam o catarro e pioram a asma.
  • Faça exercícios regularmente – Exercícios (especialmente ao ar livre se você for asmático) são, na verdade, cruciais, uma vez que ajudam a moderar os níveis de insulina.
Abaixo há uma lista de outros alimentos e ervas que você talvez queira experimentar:
  • Pimentas vermelhas: Pimenta malagueta, rábano e mostarda picante funcionam como descongestionantes naturais. De fato, um spray nasal que continha capsaicina (derivada de pimentas) significativamente reduziu os sintomas de alergia nasal em um estudo realizado em 2009.
  • Quercetina: A quercetina é um antioxidante pertencente ao grupo de substâncias vegetais solúveis em água chamadas flavonoides. Embora a pesquisa esteja incompleta, muitos acreditam que alimentos ricos em quercetina (como maçãs, bagas, uvas vermelhas, cebolas vermelhas, alcaparras e chá preto) evitam a liberação de histamina – portanto, são “anti-histamínicos naturais”.  A quercetina também está disponível na forma de suplemento – uma dose típica para rinite alérgica seria entre 200 a 400 mg por dia.
  • Petasites (Petasiteshybridus): Outro anti-histamínico natural, esta erva tem sido usada desde os tempos antigos para o tratamento de várias condições. No século XVII, a petasites era usada para o tratamento de tosse, asma e feridas dérmicas.
  • Pesquisadores têm, desde então, identificado os compostos da petasites que ajudam na redução dos sintomas da asma inibindo os leucotrienos e as histaminas, responsáveis pelo agravamento dos sintomas da asma. Em um estudo realizado na Alemanha, 40 por cento dos pacientes que consumiram extrato da raiz de petasites foram capazes de reduzir o consumo dos tradicionais medicamentos contra asma. Um estudo Inglês concluiu que a petasites é tão eficaz quanto o medicamento Zyrtec.
    No entanto, uma palavra de atenção é necessária. A petasites é um membro da família da tasneira, portanto, se você for alérgico (a) a tasneira, calêndula, margarida ou crisântemo, você não deve usar a petasites. Igualmente, a erva CRUA não deve ser usada, pois contém substâncias denominadas alcalóides de pirrolizidina que podem ser tóxicas para o fígado e para os rins e podem causar câncer. Produtos comerciais contendo petasites tiveram vários destes alcaloides retirados de sua composição.
  • Hidraste-do-Canadá (Hydrastiscanadensis): O hidraste-do-Canadá pode ser útil contra alergias sazonais. Estudos realizados em laboratório sugerem que a berberina, ingrediente ativo do hidraste-do-Canadá, possui propriedades antibacterianas e melhoradoras do sistema imunológico.
  • Óleo de eucalipto: Este óleo puro essencial pode ser cicatrizante de membranas mucosas. Você pode aplicar uma gota dele em uma bola de algodão e inalá-lo várias vezes ao dia, adicionar algumas gotas em água (ou em um nebulizador, se você tiver um) para tratamento a vapor, ou usar algumas gotas dele em seu banho. 
 
Fonte:
 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Tratamento Natural da Asma

Asma 
08/02/2017.

Por Dr. Mercola

A asma é um problema crescente, tanto para crianças quanto para adultos. Na verdade, a asma aumentou mais de 300% nos últimos 20 anos.
Você não gostaria de ter um tratamento simples, altamente eficaz e incrivelmente barato para esta doença muito grave?
Infelizmente, a maioria dos médicos nada sabe sobre o uso de vitamina D para tratar a asma, mas inscrevendo-se neste site você pode facilmente manter-se a par das últimas noticias que a ciência tem para oferecer sobre o fornecimento de terapias naturais seguras e baratas para problemas comuns.
É nisso que nos especializamos.
Se a deficiência de vitamina D é de fato uma das principais causas subjacentes de asma, o que certamente parece ser, muitos sofrem desnecessariamente de uma doença potencialmente fatal, já que a deficiência de vitamina D é facilmente corrigida.
Sem mencionar o fato de que muitos estão desnecessariamente expondo-se aos perigos inerentes aos tratamentos com remédios comuns para a asma.
O Advair, por exemplo, contém o beta-agonista de ação prolongada (long-acting beta-agonist -LABA) salmeterol. Uma análise de 2006 constatou que o uso regular de LABAs pode aumentar a gravidade de um ataque de asma. Os pesquisadores estimam que o salmeterol pode ser responsável por até 5.000 mortes relacionadas à asma nos EUA a cada ano.
Os tratamentos convencionais contra a asma também podem aumentar o risco de doença cardíaca e osteoporose, só para citar alguns.
Então não é ótimo saber que existe um método eficaz e infinitamente mais seguro de tratar a asma?!

A Deficiência De Vitamina D É Provavelmente Uma Causa Subjacente Da Asma

De acordo com o principal autor do estudo:
"Para as crianças afro-americanas com asma, os exames de vitamina D e a garantia de uma ingestão adequada de vitamina D precisam tornar-se etapas necessárias para seus cuidados primários."
Sim!
E isso não se aplica exclusivamente aos afro-americanos. Conforme reportado pela USA Today, meros cinco a 37 por cento de todas as crianças americanas atendem ao padrão de vitamina D estabelecido pela American Academy of Pediatrics, que é de apenas 400 UI por dia!
Esta dose foi recomendada para prevenir o raquitismo, o que funciona bem, mas não oferece proteção contra doenças mais graves, como câncer, doenças cardíacas, infecções e provavelmente asma também.
Pesquisas anteriores mostraram que a dose pediátrica diária recomendada é lamentavelmente inadequada para a maioria das crianças, afirmando que muitos bebês podem precisar de tanto quanto 10 vezes essa quantidade para colher todos os benefícios para a saúde.
Além disso, é importante saber que você está construindo as bases da saúde do seu filho enquanto ele ainda está no útero.
Um estudo de 2007 descobriu que dietas pobres e a falta de vitamina D entre as mães foram os fatores determinantes para que seus filhos sofressem de asma, independentemente da ingestão de vitamina D da criança após o nascimento.
Há também vários outros estudos mostrando o impacto benéfico da vitamina D sobre a saúde pulmonar.
Isso faz todo o sentido uma vez que você saiba que apenas um dos 3.000 genes regulados pela vitamina D é um gene que produz mais de 200 peptídeos antimicrobianos, alguns dos quais funcionam como um antibiótico de amplo espectro.
Aqui está uma pequena lista de estudos confirmando a associação inversa entre infecções do trato respiratório inferior e níveis de 25 (OH) D em crianças. Ou seja, quanto maior for o nível de vitamina D do seu filho, menor o risco dele contrair infecções do trato respiratório:
  1. Um estudo feito em 2009  sobre a deficiência de vitamina D em recém-nascidos com infecção do trato respiratório superior (upper respiratory infection -URI) confirmou uma forte e positiva correlação entre os níveis de vitamina D dos recém-nascidos e os da mãe. Mais de 87 por cento de todos os recém-nascidos e mais de 67 por cento de todas as mães tinham níveis de vitamina D inferiores a 20 ng / ml, o que é um estado de deficiência grave.
    Os recém-nascidos com deficiência de vitamina D parecem ter um risco aumentado de desenvolver uma infecção do trato respiratório superior e, como o nível de vitamina D da criança está fortemente correlacionado com o da mãe, os pesquisadores recomendam que todas as mães otimizem seus níveis de vitamina D durante a gravidez, especialmente nos meses de inverno para proteger a saúde de seu bebê.
  2. Um estudo indiano similar publicado em 2004 também reportou que a deficiência de vitamina D em bebês aumenta significativamente a probabilidade de terem uma infecção do trato respiratório superior grave.
  3. Uma análise feita em 2009 pelo Third National Health and Nutrition Examination Survey  examinou a associação entre os níveis de vitamina D e as recentes infecções do trato respiratório superior (URI) em quase 19.000 indivíduos com idade superior a 12 anos.
    Houve uma correlação positiva entre níveis mais baixos de vitamina D e um risco aumentado de infecção do trato respiratório superior, e esta correlação foi ainda mais forte em indivíduos com asma e doença pulmonar obstrutiva crônica.
  4. Outra reportagem de 2009 da revista Pediatric Research afirmou que os bebês e as crianças parecem mais suscetíveis a infecções virais do que bacterianas quando deficientes em vitamina D. E que, com base nas evidências disponíveis que mostram uma forte ligação entre a vitamina D, infecções e função imunológica nas crianças, a vitamina D pode ser uma terapia valiosa para a medicina pediátrica.
Sim, a otimização de sua função imunológica é uma parte essencial do tratamento da asma, e a vitamina D é comprovadamente um modulador da resposta imune incrivelmente poderoso, razão pela qual otimizar os níveis de vitamina D do seu filho deve estar no topo de sua lista de prioridades.

Como Melhorar Os Níveis De Vitamina D De Seu Filho

Lembre-se, é muito provável que seu filho vá precisar de muito mais do que a dose diária recomendada, que é de meras 400 unidades por dia. Você realmente precisa certificar-se de que seu filho está recebendo níveis terapêuticos.
Idealmente, seu filho receberia sua vitamina D da exposição segura ao sol, mas embora muitas crianças passem mais tempo ao ar livre do que seus pais, muitos ainda não estão recebendo uma exposição ao sol suficiente - especialmente se você besuntá-los com protetor solar.
Eu recomendo que você permita a seu filho passar algum tempo ao ar livre sem protetor solar. Mas você deve ser muito cuidadoso e certificar-se de que seu filho não fique queimado pelo sol! Você saberá que ele já obteve exposição suficiente quando sua pele se tornar levemente rosada. Depois disso, o corpo dele não vai produzir mais vitamina D e a exposição contínua só vai causar danos à pele.
Se o seu filho não tem acesso à exposição solar regular, eu recomendo suplementos orais. Você também pode usar gotas de vitamina D para crianças que são muito pequenas para engolir uma pílula.
Com base nas últimas pesquisas, a dosagem recomendada para crianças é de 35 IU de vitamina D por libra (1 libra = 0,45 kg) de peso corporal. Porem há uma ressalva: seria útil fazer um exame dos níveis de vitamina D do seu filho após ele começar a tomar os suplementos orais, para garantir que eles estão dentro da faixa terapêutica de 50-70 ng / ml.
Você também deve se certificar de que está usando o exame correto e um laboratório respeitável. Nos EUA, recomendo usar o LabCorp. Se você fizer os níveis de seu filho chegarem a cerca de 60 ng / ml, há uma forte probabilidade - especialmente se você combinar isto com o exercício e equilibrar suas gorduras ômega 3 e ômega 6 como descrito abaixo – de que ele / ela não vai sofrer com a Asma.

Estratégias Adicionais Seguras E Eficazes Para Tratar A Asma

Embora a asma seja uma doença grave, tratá-la seguramente não é algo complicado. Otimizar os níveis de vitamina D do seu filho é o primeiro passo, mas existem outras estratégias básicas e simples que podem ajudar também a tratar a raiz do problema.
Na minha experiência, as seguintes estratégias são altamente eficazes no tratamento da asma:

  • Aumentar a ingestão de gorduras ômega 3 de origem animal – Eu não posso enfatizar suficientemente  a importância de se providenciar quantidades suficientes de gorduras ômega 3 de origem animal de alta qualidade na dieta do seu filho.
    Embora eu acredite fortemente que todos nós precisemos de gorduras ômega-3 de origem vegetal, a diferença é que a maioria das pessoas não possui o mecanismo metabólico para converter rapidamente o ALA dessas plantas nas gorduras de ordem superior DHA e EPA, que são anti-inflamatórios potentes.

    Embora eu ainda recomende o óleo de peixe em alguns casos, eu acredito que o óleo de krill é uma fonte ainda melhor de gorduras ômega 3  para a maioria das pessoas.
  • Reduza a ingestão de gorduras ômega 6 do seu filho – Além de adicionar gorduras ômega 3 à dieta do seu filho, você também deve reduzir a quantidade de gorduras ômega 6  que ele consome porque a relação entre essas duas gorduras é muito importante.
    Muitos não percebem que cerca de um século atrás, as pessoas só consumiam 1-2 quilos de gorduras vegetais baseadas em ômega 6 por ano. Hoje, a média de consumo é de cerca de 75-80 libras (34-36 kg) por ano desses óleos vegetais, como o óleo de milho, soja e óleo de açafrão.
  • Considere a hipótese da higiene – Há uma tendência em nossa cultura moderna de ser obsessivo em relação à limpeza, especialmente em crianças. No entanto, isso pode não ser tão saudável como se pensava inicialmente. Parece que estar exposto a infecções bacterianas e virais comuns na infância pode ser importante para fornecer o estímulo ao seu sistema imunológico para que ele evite naturalmente a asma.
  • Exercite-se regularmente – Exercitar-se (especialmente em ambientes abertos com ar fresco se você for asmático) é realmente crucial, pois ajuda a moderar os níveis de insulina. Isso aumenta a sensibilidade do seu receptor de insulina e, como resultado, seu corpo produz menos insulina, o que tende a otimizá-lo.
Você também pode usar testes de alergia para desenvolver o sistema imunológico do seu filho. No entanto, minha experiência é de que os testes convencionais não funcionam muito eficazmente e há uma quantidade razoável de risco. Um teste muito melhor seria o teste de provocação-neutralização, que é um teste cutâneo intradérmico.
Quanto aos remédios naturais, você pode tentar a Petasites (Petasites hybridus). Este arbusto perene tem sido usado desde os tempos antigos para tratar uma variedade de doenças. Já no século XVII, a petasites foi usada para tratar tosse, asma e feridas na pele.
Desde então, os pesquisadores identificaram os compostos na petasites que ajudam a reduzir sintomas da asma inibindo leucotrienos e histamínicos, que são responsáveis pelo agravamento dos sintomas da asma.
Lembre-se também que os produtos lácteos pasteurizados são notórios por tornar a asma pior.

Conclusão

Como se vê, a deficiência de vitamina D é a origem de inúmeras doenças e problemas de saúde, e a cura não poderia ser mais segura ou simples!
Se você seguir estas estratégias simples discutidas acima, você pode praticamente eliminar sua necessidade de tomar remédios com broncodilatadores e esteroides, por exemplo, e ESSE é um exemplo perfeito de tomar o controle da sua saúde e da saúde de sua família!

Fonte:

http://portuguese.mercola.com/sites/articles/archive/2017/02/08/controlando-a-asma-do-seu-filho-com-remedio-natural.aspx?utm_source=facebook.com&utm_medium=referral&utm_content=facebookmercolaport_lead&utm_campaign=2082017_controlando-a-asma-do-seu-filho-com-remedio-natural