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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Três Vitaminas que Combatem Doenças Cardíacas



Tradução do artigo do Ph.D, M.S. e editor do Serviço de Notícias da Medicina Ortomolecular (Orthomolecular Medicine News Service)Andrew Saul. O Serviço de Notícias da Medicina Ortomolecular é revisado por pares.

23 de março de 2005.

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Vitamina E: Segura, Eficaz e Saudável para o Coração
(Role a página para informações sobre como a vitamina C e a niacina também são eficazes).

(OMNS - Orthomolecular Medicine News Service - Serviço de Notícias da Medicina Ortomolecular) A doença cardíaca é o assassino número um nos Estados Unidos, e as provas fornecendo suporte à eficácia da vitamina E na prevenção e reversão doenças do coração são esmagadoras.


Dois estudos de referência publicados no Jornal de Medicina de New England (Journal of Medicine) [1] [2] acompanharam um total de 125.000 profissionais de saúde (homens e mulheres) com um total de 839.000 pessoas acompanhadas durante anos. Verificou-se que aqueles que faziam suplementação com pelo menos 100 UI de vitamina E por dia, reduziram o seu risco de doença cardíaca de 59 a 66%. Os estudos foram ajustados para diferenças de estilo de vida (tabagismo, atividade física, ingestão de fibra alimentar, o uso de aspirina), a fim de determinar o efeito da suplementação de vitamina E sozinha em relação à saúde do coração. Devido à uma comparação entre uma dieta rica em alimentos que continham vitamina E com uma dieta seguida pela média das pessoas, ter mostrado apenas um ligeiro efeito de proteção do coração, os autores enfatizaram a necessidade da suplementação de vitamina E.


Pesquisadores da Universidade de Cambridge [3] na Inglaterra informaram que os pacientes que tinham sido diagnosticados com arteriosclerose coronária poderiam diminuir o seu risco de ter um ataque cardíaco em 77%, fazendo suplementação com 400 UI a 800 UI por dia de vitamina E natural (d-alfa tocoferol ou tocoferol no Brasil).


Os pesquisadores e médicos pioneiros da vitamina E, drs. Wilfrid e Evan Shute, trataram cerca de 30.000 pacientes por várias décadas e descobriram que as pessoas que apresentavam um bom estado de saúde, obtiveram um benefício máximo com a suplementação de 800 UI de vitamina E natural (d-alfa tocoferol ou tocoferol no Brasil). A eficácia da vitamina E foi comprovada na prevenção e tratamento de muitas doenças cardíacas . "A prevenção completa ou quase completa de ataques de angina é o resultado normal e esperado do tratamento com o alfa-tocoferol" de acordo com Wilfrid Shute, MD (médico com doutorado), um cardiologista. Dr. Shute prescreveu até 1.600 UI de vitamina E por dia e tratou com sucesso, pacientes de trombose coronariana aguda, febre reumática aguda, cardiopatia reumática crônica, doença cardíaca hipertensiva, diabetes mellitus, nefrite aguda e crônica, e até mesmo queimaduras, cirurgia plástica e hiperplasia epitelial ductal.


Como Funciona


A razão pela qual um nutriente pode curar tantas doenças diferentes é porque uma deficiência de um nutriente pode causar muitas doenças diferentes.


A vitamina E é um antioxidante poderoso dos lipídeos (gorduras) do organismo. Ela pode impedir a peroxidação lipídica do LDL, causada por reações de radicais livres. A sua capacidade de proteger as membranas celulares contra a oxidação é de importância crucial na prevenção e reversão de muitas doenças degenerativas.


Além disso, a vitamina E inibe a coagulação do sangue (a agregação e adesão plaquetária) e evita o alargamento e ruptura da placa nas artérias.


E por fim, tem propriedades anti-inflamatórias, as quais também são muito importantes na prevenção de doenças cardíacas.


Entre outras coisas, a suplementação de vitamina E:

* Reduz a necessidade de oxigênio dos tecidos. [4]
* Gradualmente dissolve coágulos de sangue novos, e impede a embolia. [5]
* Melhora a circulação colateral. [6]
* Impede a contração da cicatriz como cura feridas. [7]
* Diminui a necessidade de insulina em cerca de um quarto dos diabéticos. [8]
* Estimula a potência muscular. [9]
* Preserva as paredes capilares. [10]
* Reduz a  proteína C reativa (PCR) e outros marcadores de inflamação [11]
* Evidências epidemiológicas também sugerem que um suplemento diário de vitamina E pode reduzir o risco de desenvolver câncer da próstata e Mal de Alzheimer. [12, 13]

Se todos os americanos tomassem suplementos diariamente com um bom polivitamínico e minerais, além de quantidades extras das vitaminas C e E, poderia salvar milhares de vidas por mês.


OBS: "Pessoas com pressão arterial elevada precisam aumentar a sua quantidade diária de vitamina E gradualmente, diz dr. Shutes. Isso ocorre porque a vitamina aumenta a força do batimento cardíaco, e um aumento gradual de vitamina E evita qualquer aumento súbito na pressão arterial. Dr. Shutes descobriu que ao longo de um período de meses, uma dose gradualmente crescente pode produzir uma pressão arterial mais baixa.

Dr. Shutes disse que as pessoas com um doença reumática crônica não toleram muita vitamina E e precisam de supervisão médica se quiserem usá-la.

Pessoas que tomam drogas (medicamentos) como Coumadin (warfarina) geralmente descobrem que seus exames indicam uma diminuição da necessidade de remédios que afinem o sangue. A maneira inteligente de lidar com isso é trabalhar com seu médico, que é responsável por sua prescrição.

Uma pessoa em boa saúde pode começar com uma quantidade suplementar de 200 UI de vitamina E por dia e testá-la por duas semanas. Em seguida, 400 UI pode ser tomado diariamente por mais duas semanas. Durante as duas semanas seguintes, 600 UI diariamente, e durante as duas semanas seguintes, 800 UI por dia e assim por diante. A pessoa deve tomar a menor quantidade que produza os melhores resultados. Esta abordagem é essencialmente a de Richard A. Passwater e é fornecida em mais detalhes em seu livro Supernutrition (1975, Pocket Books)". (fonte)


OBS: "A vitamina E é muito mais segura do que drogas farmacêuticas, já que doses de até 56.000 UI por dia não prejudicaram humanos adultos. O aumento da dosagem gradual é aconselhável e os pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, corações reumáticos ou pressão alta precisam de uma supervisão médica cuidadosa (fonte)."

Referências:



[1] "A unified theory of human cardiovascular disease leading the way to the abolition of this disease as a cause for human mortality." Rath, M., Pauling, L., J of Orthomolecular Medicine, 7: 5-15.7.
[2] "Long-term combined beneficial effects of physical training and metabolic treatment on arterioscleroses in hypercholesterolemic mice", Ignarro, LJ, Publication of the National Academy of Science, Vol 101, 246-252, June 8, 2004.
[3] Losonczy KG, Harris TB, Havlik RJ. Vitamin E and vitamin C supplement use and risk of all-cause and coronary heart disease mortality in older persons: the Established Populations for Epidemiologic Studies of the Elderly.Am J Clin Nutr, Vol 64, No 2, p 190-6 Aug 1996. See also: Neale RJ, Lim H, Turner J, Freeman C, Kemm JR. The excretion of large vitamin C loads in young and elderly subjects: an ascorbic acid tolerance test. Age Ageing, Jan 1988, 17 (1) p 35-41.[4] Osganian SK, Stampfer MJ, Rimm E et al. Vitamin C and risk of coronary heart disease in women. J Am Coll Cardiol. 2003 Jul 16;42(2):246-52.
[5] Knekt P, Ritz J, Pereira MA et al. Antioxidant vitamins and coronary heart disease risk: a pooled analysis of 9 cohorts. Am J Clin Nutr. 2004 Dec;80(6):1508-20.
[6] "Plasma vitamin C modifies the association between hypertension and risk of stroke". S. Kurl, TP. Tuomaninen, JA. Laukkenen, et. al., Stroke, 2002, vol. 33, p 1568-1573.
[7] See ref [6]. 
[8] See ref [5]. 
[9] J Am Coll of Nutr, Vol. 23, No. 2, 141-147.

Tradução do Artigo do Serviço de Notícias da Medicina Ortomolecular de 30 de setembro de 2005.

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A Vitamina C Salva Vidas
(Role a página para informações sobre como niacina também é eficaz.)

(OMNS - Orthomolecular Medicine News Service - Serviço de Notícias da Medicina Ortomolecular) Milhões morrem anualmente de doenças cardíacas e derrame ou AVC (Acidente Vascular Cerebral) e uma evidência esmagadora é que a suplementação de vitamina C poderia salvar muitas vidas.

Duas vezes vencedor do Prêmio Nobel, Dr. Linus Pauling, estimou que a taxa de doença cardíaca seria reduzida em 80 por cento, se os adultos nos EUA fizessem uma suplementação com 2.000 a 3.000 miligramas (mg) de vitamina C por dia. Segundo o Dr. Pauling, "Desde que a deficiência de vitamina C é a causa comum de doença cardíaca humana, a suplementação de vitamina C é o tratamento universal para esta doença." [1] A doença cardíaca é o assassino número um nos EUA. Para aqueles que já têm doença cardíaca, Dr. Pauling disse que o bloqueio das artérias do coração poderia realmente ser revertido por uma suplementação com 6.000 mg de vitamina C e 6.000 mg de lisina (um aminoácido comum), tomados em doses divididas ao longo do dia. A suplementação de vitamina C tanto diminui os níveis de colesterol séricos quanto repara lesões nas paredes arteriais.O ganhador do Prêmio Nobel em  1998, Dr. Louis J. Ignarro, constatou que a suplementação com vitamina C e vitamina E reduz significativamente o risco de desenvolver arteriosclerose. [2]

Um estudo examinou o uso dos suplementos de vitamina E e vitamina C em relação ao risco de morte em 11.178 pessoas com idades entre 67 a 105 anos que participaram do Populações Estabelecidas para Estudos Epidemiológicos dos Idosos (Established Populations for Epidemiologic Studies of the Elderly) ao longo de um período de nove anos. [3] O uso simultâneo das vitaminas E e C foi associado com um menor risco de mortalidade total e mortalidade por doença coronária após o ajuste feito para o uso de álcool, tabagismo, uso de aspirina, e condições médicas.

Um estudo de referência acompanhou mais de 85.000 enfermeiras durante um período de 16 anos com um total de 1.240.000 pessoas por ano, constatou que a suplementação de vitamina C reduziu significativamente o risco de doença cardíaca. [4] A ingestão de vitamina C proveniente apenas de alimentos foi insuficiente para afetar significativamente a taxa de doença cardíaca. Quantidades elevadas de vitamina C provenientes de suplementos foram essenciais para proporcionar os efeitos protetores. O estudo foi ajustado à idade, tabagismo, e uma variedade de outros fatores de risco coronariano.

Uma equipe internacional reuniu dados de nove estudos prospectivos de 293.000 pessoas que incluíram informações sobre a ingestão de vitamina E, carotenoides e vitamina C, com um acompanhamento de 10 anos para verificar se haveria eventos de incidentes graves de doença cardíaca coronária em pessoas sem doenças na época em que o estudo fora iniciado. A ingestão de vitaminas antioxidantes através da alimentação foi fracamente relacionada com um risco reduzido de doença cardíaca coronária. No entanto, os indivíduos que tomaram a pequena quantidade de 700 mg de vitamina C diariamente através de de suplementos (de vitaminas), reduziram seu risco de eventos de doença cardíaca em 25 por cento em comparação com aqueles que não tomaram suplementos. [5]

Pesquisadores na Finlândia aferiram os níveis séricos de vitamina C em 2.419 participantes do sexo masculino de meia-idade do estudo, em andamento, do Fator de Risco de Doença Cardíaca Isquêmica em Kuopio (Kuopio Ischemic Heart Disease Risk Factor). Os homens com histórico de acidente vascular cerebral foram excluídos desta análise. Os participantes foram acompanhados por até 10 anos; o resultado de interesse era o desenvolvimento do acidente vascular cerebral. Durante o período de acompanhamento, 120 participantes sofreram um acidente vascular cerebral. Após uma análise de possíveis fatores de confusão - incluindo idade, IMC, tabagismo, pressão arterial e colesterol sérico - os pesquisadores descobriram que os homens com baixo nível de vitamina C no sangue, eram suscetíveis em mais do dobro da probabilidade do que aqueles com nível superior de vitamina C no sangue, de sofrerem um acidente vascular cerebral. [6]

Um derrame ou AVC comumente ocorre quando um coágulo ou trombo bloqueia o fluxo de sangue para as partes do cérebro. Um trombo pode se formar em uma artéria afetada pela arteriosclerose. Um estudo recente mostrou que um baixo nível de vitamina C plasmática foi associado com aumento do risco de acidente vascular cerebral, especialmente entre os homens hipertensos e com excesso de peso. [7]

A vitamina C é quem preserva a integridade das paredes das artérias e fortalece o tecido cardiovascular. A pesquisa indica uma redução na incidência de eventos graves de doença cardíaca coronariana com o uso de altas doses de suplementação de vitamina C. [8] Os estudos recentes têm demonstrado que a vitamina C parece reduzir os níveis da proteína C-reativa (CRP), um marcador da inflamação, e existe um conjunto crescente de evidências de que a inflamação crônica está associada a um maior risco de doença cardíaca. [9]

A maioria dos americanos não conseguem ingerir através da alimentação a RDA ( Recommended Dietary Allowance - Ingestão Diária Recomendada) para várias vitaminas e minerais. Os suplementos não são o problema; eles são a solução. A desnutrição é o problema.

Referências:

[1] "A unified theory of human cardiovascular disease leading the way to the abolition of this disease as a cause for human mortality." Rath, M., Pauling, L., J of Orthomolecular Medicine, 7: 5-15.7.
[2] "Long-term combined beneficial effects of physical training and metabolic treatment on arterioscleroses in hypercholesterolemic mice", Ignarro, LJ, Publication of the National Academy of Science, Vol 101, 246-252, June 8, 2004.
[3] Losonczy KG, Harris TB, Havlik RJ. Vitamin E and vitamin C supplement use and risk of all-cause and coronary heart disease mortality in older persons: the Established Populations for Epidemiologic Studies of the Elderly.Am J Clin Nutr, Vol 64, No 2, p 190-6 Aug 1996. See also: Neale RJ, Lim H, Turner J, Freeman C, Kemm JR. The excretion of large vitamin C loads in young and elderly subjects: an ascorbic acid tolerance test. Age Ageing, Jan 1988, 17 (1) p 35-41.
[4] Osganian SK, Stampfer MJ, Rimm E et al. Vitamin C and risk of coronary heart disease in women. J Am Coll Cardiol. 2003 Jul 16;42(2):246-52.
[5] Knekt P, Ritz J, Pereira MA et al. Antioxidant vitamins and coronary heart disease risk: a pooled analysis of 9 cohorts. Am J Clin Nutr. 2004 Dec;80(6):1508-20.
[6] "Plasma vitamin C modifies the association between hypertension and risk of stroke". S. Kurl, TP. Tuomaninen, JA. Laukkenen, et. al., Stroke, 2002, vol. 33, p 1568-1573.
[7] See ref [6].
[8] See ref [5].
[9] J Am Coll of Nutr, Vol. 23, No. 2, 141-147.

Tradução do Artigo do Serviço de Notícias da Medicina Ortomolecular de 30 de setembro de 2005.

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Niacina (vitamina B3) Reduz o Colesterol Alto com Segurança

(OMNS) Existe um modo seguro, barato, sem receita médica, conveniente e eficaz de reduzir os níveis elevados de colesterol e reduzir o risco de doença cardíaca: a niacina. A niacina é uma vitamina hidrossolúvel do complexo B, a vitamina B-3. Uma das propriedades únicas da niacina é a sua capacidade de ajudá-lo, naturalmente, a relaxar e a adormecer mais rapidamente à noite. É bem estabelecido que a niacina ajuda a reduzir os níveis de colesterol prejudiciais no sangue. A niacina é uma das melhores substâncias para elevar o colesterol de lipoproteínas de alta densidade (o HDL ou colesterol "bom") e assim diminui a proporção de colesterol total, devido aos altos níveis do colesterol de alta densidade.

A constatação de que niacina reduzia o colesterol foi rapidamente confirmada por Parsons, Achor, Berge, McKenzie e Barker (1956) e Parsons (1961, 1961a, 1962) na Clínica Mayo (Mayo Clinic), o que lançou a niacina como uma substância hipocolesterolêmica. Desde então, tem sido constatada como um agente de normalização, o que significa que eleva o colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL), diminui o colesterol de baixa densidade (LDL) e o de lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL) e reduz os triglicerídeos. Grundy, Mok, Zechs e Berman (1981) constataram que reduziu o colesterol em 22 por cento e triglicérides em 52 por cento e escreveram: "nosso conhecimento é que nenhum outro agente único tem esse potencial para diminuir tanto o colesterol e os triglicérides."

Níveis elevados de colesterol estão associados a um maior risco de desenvolver a doença arterial coronária. Além da niacina, uma dieta típica geralmente recomendada por médicos ortomoleculares tenderá a manter os níveis de colesterol baixos na maioria das pessoas. Esta dieta pode ser descrita como uma dieta de alta ingestão de fibras, sem açúcar, que é rico em polissacarídeos complexos, tais como legumes e grãos integrais.

Com doses de niacina adequadamente elevadas, é possível reduzir os níveis de colesterol, mesmo sem alteração na dieta. E. Boyle, na época, trabalhava com os Institutos Nacionais de Saúde (National Institutes of Health), em Washington, DC, rapidamente interessou-se pela niacina. Ele começou a acompanhar uma série de pacientes tomando de 3 gramas (3.000 miligramas) de niacina por dia. Ele relatou suas conclusões em um documento preparado para médicos envolvidos nos Alcoólicos Anônimos, o qual foi fundado por por Bill W (1968). Neste relatório, Boyle informou que ele tinha mantido 160 pacientes com doenças arteriais coronarianas, tomando a niacina por dez anos. Apenas seis morreram, contra uma expectativa estatística que 62 teriam morrido com o tratamento convencional. Ele afirmou: "Do ponto de vista estritamente médico, acredito que todos os pacientes que tomassem a niacina, sobreviveriam mais tempo e aproveitariam a vida muito mais." Sua previsão se tornou realidade quando o Estudo Nacional de Medicamento para Doença Arterial Coronariana (National Drug Coronary Study) foi avaliado por Canner recentemente. Mas os dados de Boyle falaram por si próprios. O uso contínuo de niacina irá diminuir a mortalidade e prolongar a vida.

Niacina Combinada com Outros Medicamentos que Reduzem o Colesterol

A hipercolesterolemia familiar é uma doença hereditária, na qual os níveis de colesterol no plasma são muito elevados. Illingworth, Phillipson, Rapp e Connor (1981) descreveram uma série de 13 pacientes tratados com 10 gramas de colestipol duas vezes ao dia e, posteriormente, 15 gramas duas vezes por dia. Os níveis de colesterol deles variaram entre 345 a 524 e triglicérides entre 70 a 232. Quando este medicamento combinado com uma dieta, não reduziu os níveis de colesterol abaixo de 270 mg / 100 mL, foi dada aos pacientes a niacina, começando com 250 mg três vezes por dia e aumentando-a a cada duas ou quatro semanas até uma dose final de 3 a 8 gramas por dia ser atingida. Para reduzir o "flush" (rubor) provocado pela niacina, os pacientes tomaram aspirina (120 a 180 mg) com cada dose durante quatro a seis semanas. Nestes níveis de dosagem de niacina não foram encontradas provas de função hepática alterada. Esta combinação de medicamentos normalizou os níveis de colesterol no sangue e de lipídios. Eles concluíram que "Na maioria dos pacientes com Hipercolesterolemia Familiar (HF) heterozigótica, a terapia de medicamentos combinados com um sequestrador de ácidos biliares e com o ácido nicotínico (niacina) resulta em um perfil lipídico normal ou próximo do mesmo. O uso prolongado de tal regime, proporciona um potencial para prevenir, ou mesmo reverter, o desenvolvimento prematuro de aterosclerose que ocorre tão frequentemente com este grupo de pacientes. "

Felizmente, a niacina não diminui o colesterol a níveis perigosamente baixos. Cheraskin e Ringsdorf (1982) revisaram algumas das evidências que ligam níveis muito baixos de colesterol a um aumento da incidência de câncer e à uma maior mortalidade em geral.

A niacina geralmente causa um flush (rubor) no início do tratamento. O rubor pode ser desconfortável, mas não é perigoso. A fim de aclimatar lentamente o corpo com a niacina e minimizar o flush, podem ser tomadas as seguintes medidas:

Quem estiver interessado nesta abordagem, pode ir a uma loja de desconto nos Estados Unidos e outros países (discount store) e comprar um frasco de 100 mg de tabletes de niacina e um frasco de 1000 mg de tabletes ou cápsulas de de vitamina C.

Deve-se começar a tomar 1000 mg de vitamina C e 50 mg de niacina, três vezes ao dia, de preferência depois de cada refeição. Tabletes de niacina de 100 mg são facilmente divididos ao meio, para produzirem duas metades de tabletes, contendo 50 mg de niacina cada.

Após três ou quatro dias, a dose de niacina deve ser aumentada para 100 mg três vezes ao dia. Pode-se continuar a aumentar a niacina de 50 mg ou 100 mg a cada três ou quatro dias, até à dose de 1000 mg de niacina e 1000 mg de vitamina C sejam tomadas três vezes por dia.

Normalmente são necessários cerca de três meses, tomando a maior dosagem de niacina (1000 mg três vezes ao dia) e da vitamina C para que níveis de colesterol sejam estabilizados em níveis mais baixos. Quanto custa a tomar 3000 mg de niacina e vitamina C? Estas duas vitaminas podem ser compradas com um custo total de cerca de 50 centavos (de dólar) por dia (nos EUA).

A utilização contínua da niacina diminui a mortalidade de forma confiável e prolonga a vida.

Observações:
  • Não há nem ao menos uma morte por ano provocada por vitaminas (fonte). Drogas farmacêuticas, devidamente prescritas e tomadas da maneira prescrita, matam mais de 100.000 americanos anualmente. Erros hospitalares matam ainda mais.
  • Restaurar a saúde deve ser feito nutricionalmente, não farmacologicamente. Todas as células, em todas as pessoas, são feitas exclusivamente do que bebemos e comemos. Nem ao menos uma célula é feita de remédios.
  • Não adquira a forma de liberação prolongada (Time Released) da vitamina B3 ou niacina, pode ser perigoso! A Niacina ou Niacin é a flush formula (que você fica vermelho como se tivesse tomado muito sol por alguns minutos e coça um pouco, isto não faz mal algum e a Niacinamida ou Niacinamide é a non-flush (sem rubor) formula.
  • A melhor maneira de controlar a sensação do flush com precisão é começar com pequenas quantidades de niacina e aumentá-las gradualmente, até que o primeiro flush seja notado. Um método é: comece com apenas 25 miligramas (25 mg) de niacina três vezes por dia, por exemplo, em cada refeição. No dia seguinte, tome 50 mg no café da manhã, 25 mg no almoço e 25 mg no jantar. No dia seguinte, 50 mg no café da manhã, 50 mg na hora do almoço, e 25 mg no jantar. E, no dia seguinte, 50 mg em cada uma das três refeições. No dia seguinte, 75 mg, 50 mg e 50 mg. Em seguida, respectivamente, 75, 75 e 50, e assim por diante (fonte). Pode-se tomar 1000 mg de vitamina C com a niacina, três vezes ao dia, para também amenizar o flush. Tabletes de niacina de 50 mg são facilmente divididos ao meio, para produzirem duas metades de tabletes, contendo 25 mg de niacina cada e tabletes de niacina de 100 mg podem ser divididos ao meio, gerando duas metades de 50 mg cada.
  • Normalmente são necessários cerca de três meses, tomando a maior dosagem de niacina (1000 mg três vezes ao dia) e da vitamina C para que níveis de colesterol sejam estabilizados em níveis mais baixos. Quanto custa a tomar 3000 mg de niacina e vitamina C? Estas duas vitaminas podem ser compradas com um custo total de cerca de 50 centavos (de dólar) por dia (nos EUA)
  • A utilização contínua da niacina diminui a mortalidade de forma confiável e prolonga a vida (fonte)
  • Lembre-se: cada organismo necessita de uma quantidade, depende de quão doente o corpo está!
  • Por fim, busque um acompanhamento de um médico ortomolecular e mostre este artigo a ele.
  • É recomendado por dr. Abram Hoffer um polivitamínico de alta potência (contém 50 mg de complexo B) ou o o complexo B 50 (50 mg) ou B 100 (100 mg). Também há este polivitamínico nacional com 65 mg de complexo B bioativo para mulheres e para homens. Estes fornecem piridoxina, ácido fólico e vitamina B-12, assim como outras vitaminas. A adição dessas vitaminas, inevitavelmente, será benéfica uma vez que as outras vitaminas possuem propriedades terapêuticas próprias, além de impedir que os níveis de homocisteína elevem-se demasiadamente. Mas mesmo a niacina, tomada sozinha foi benéfica, não prejudicial. E isso confirma o que Dr. Hoffer estudou e testou desde 1952, quando a Ibegan usava megadoses de niacina e niacinamida para esquizofrenia e outras condições, incluindo níveis elevados de colesterol e artrite. Os autores não inventaram qualquer factoide, mas é muito provável que alguns dos leitores ignorarão quase todo o relatório, exceto que a niacina eleva homocisteína e, portanto, aumenta o risco de doença cardíaca. Em breve você verá esse factoide se repetindo incessantemente. A niacina é um aceitador de metilo e este pode ser o mecanismo que conduz à elevação dos níveis de homocisteína. A niacinamida é também um aceitador de metilo, mas não tem nenhum efeito sobre os níveis de lípidos no sangue (colesterol e outros). O seu efeito sobre os níveis de homocisteína não é conhecido, mas não há nenhuma evidência de que ela reduza a expectativa de vida. Pelo contrário, ela tem grande valor no tratamento de estados senis, tanto físicos e mentais, e prolonga a vida (fonte). 
  • Monitorar o uso a longo prazo da niacina é uma boa ideia para qualquer pessoa. Isto consiste em pedir para seu médico verificar a sua função hepática com um simples exame de sangue, mas antes de fazê-lo pare de tomar a niacina por 5 dias (fonte).
  • Dr. Levy está convencido da segurança da vitamina C. Ele diz: "Exceto em indivíduos com, insuficiência renal significativa estabelecida, a vitamina C é indiscutivelmente o mais seguro de todos os nutrientes que podem ser dados."

O Orthomolecular Medicine News Service é não-comercial e revisado por pares por médicos.

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Andrew W. Saul, editor-chefe do OMNS (Orthomolecular Medicine News Service - Serviço de Notícias da Medicina Ortomolecular), é também o autor dos livros: FIRE YOUR DOCTOR! (Demita o seu Médico) e How to be Independently Healthy (Como ser Independentemente Saudável) (avaliações dos leitores em http://www.doctoryourself.com/review.html) e DOCTOR YOURSELF: Natural Healing that Works (Seja Médico de Si Mesmo: A cura Natural que Funciona). (Revisado em http://www.doctoryourself.com/saulbooks.html)



Fonte:

quarta-feira, 22 de julho de 2015

20 Mitos da Nutrição Tradicional em que a Maioria das Pessoas Acreditam (Embora Terem Comprovado que Estão Errados)

Tradução do artigo realizada em 28/07/2015 e exibido em inglês em meu blog aqui.

A Nutrição tradicional está cheia de bobagem. Apesar dos nítidos avanços na ciência da nutrição, os velhos mitos não parecem estar desaparecendo. Aqui estão 20 mitos da Nutrição Tradicional que foram desmascarados por pesquisas científicas.


Mito 1: A Dieta Mais Saudável é a que Possui Baixo Teor de Gorduras, a Dieta High-Carb (com Alto Teor de Carboidratos) com Muitos Grãos

Várias décadas atrás, toda a população foi aconselhada a ingerir uma dieta com baixo teor de gordura e rica em carboidratos (1).
Na época, não havia um único estudo que demonstrasse que esta dieta realmente poderia prevenir doenças.
Desde então, muitos estudos de alta qualidade foram feitos, incluindo na Iniciativa de Saúde da Mulher (Women’s Health Initiative), que é o maior estudo de nutrição da história.
Os resultados foram claros ... esta dieta não causa perda de peso, previne o câncer ou reduz o risco de doença cardíaca (2, 3, 4, 5).

    Conclusão: Numerosos estudos têm sido feitos sobre a dieta com baixo teor de gordura e rica em carboidratos. Esta dieta não apresenta nenhum efeito sobre o peso corporal ou o risco de doenças a longo prazo.


Mito 2: O Sal Deve Ser Reduzido para Abaixar a Pressão Arterial e Reduzir os Ataques Cardíacos e Derrames ou AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais)

Salt Shaker and Pile
O mito sal ainda está vivo e forte, embora nunca tenha existido qualquer suporte científico decente para tal.
Apesar de que a redução de sal possa reduzir a pressão arterial por cerca de 1-5 mm / Hg, em média, isto não tem qualquer efeito sobre ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais ou morte (6, 7).
Claro, se você tiver uma condição médica como a hipertensão sensível ao sal, então, você pode ser uma exceção (8).
Mas o conselho da saúde pública de que todos devem diminuir sua ingestão de sal (e você tem que comer alimentos sem sabor) não se baseia em evidências.

    Conclusão: Apesar de modesta redução da pressão arterial, reduzindo o consumo de sal / cloreto de sódio não reduz o risco de ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais ou morte.


Mito 3: É melhor Comer Pequenas Refeições Várias Vezes ao Longo do Dia para "Acelerar o Metabolismo"

Shocked Woman With Glasses, Eating an AppleAfirma-se frequentemente que as pessoas devem comer pequenas refeições várias vezes ao longo do dia para manter o metabolismo acelerado.
Mas os estudos discordam claramente disso. Comer 2-3 refeições por dia tem exatamente o mesmo efeito sobre o total de calorias queimadas quanto comer 5-6 (ou mais) pequenas refeições (9, 10).

Comer com frequência pode ter benefícios para algumas pessoas (como prevenção da fome excessiva), mas é incorreto dizer que isso afeta a quantidade de calorias que queimamos.


Há estudos que que até mesmo mostram que comer muitas vezes pode ser prejudicial ... um novo estudo saiu mostrando recentemente que refeições mais frequentes aumentaram dramaticamente a gordura do fígado e a gordura abdominal em uma dieta de alto teor calórico (11).


    Conclusão: Não é verdade que comer pequenas refeições diversas vezes ao dia, leva a um aumento na quantidade de calorias queimadas durante todo o dia. Refeições frequentes podem até aumentar o acúmulo de barriga insalubre e gordura no fígado.


Mito 4: Gemas de Ovos Devem Ser Evitadas, Porque Elas são Ricas em Colesterol, o que Leva à Doença Cardíaca
Eggs in a Basket
Temos sido aconselhados a não consumir os ovos inteiros, porque as gemas são ricas em colesterol.
No entanto, o colesterol na dieta tem muito pouco efeito sobre o colesterol no sangue, pelo menos para a maioria das pessoas (12, 13).
Os estudos mostraram que os ovos elevam o "bom" colesterol e não aumentam o risco de doença cardíaca (14).
Uma revisão de 17 estudos com um total de 263.938 participantes demonstrou que comer ovos não teve efeito sobre o risco de doença cardíaca ou acidente vascular cerebral em indivíduos não-diabéticos (15).
No entanto ... tenha em mente que alguns estudos descobriram um aumento do risco de ataque cardíaco em diabéticos que comem ovos (16).
Ovos realmente estão entre os alimentos mais nutritivos do planeta e quase todos seus nutrientes são encontrados nas gemas.
Dizer às pessoas para jogar as gemas fora pode ter sido o conselho mais ridículo na história da nutrição.

    Conclusão: Apesar dos ovos serem ricos em colesterol, eles não aumentam o colesterol no sangue ou aumentam o risco de doença cardíaca para a maioria das pessoas.


Mito 5: Trigo Integral é um Alimento Saudável e uma Parte Essencial de uma Dieta "Equilibrada"

Bread
Trigo tem feito parte da nossa dieta por um tempo muito longo, mas isto mudou devido à sua manipulação genética na década de 1960.
O "novo" trigo é significativamente menos nutritivo do que as variedades mais antigas (17).
Estudos preliminares mostraram que, em comparação com trigo mais antigo, o trigo moderno pode aumentar os níveis de colesterol e marcadores inflamatórios (18, 19).
Ele também causa sintomas como dor, inchaço, cansaço e redução da qualidade de vida em pacientes com síndrome do intestino irritável (20).
Considerando que algumas das variedades mais antigas, como Einkorn e Kamut podem ser relativamente saudáveis, trigo moderno não é.
Além disso, não vamos esquecer que o rótulo "grão integral" é uma piada ... esses grãos geralmente foram pulverizados até se tornarem uma farinha muito fina, logo eles têm efeitos metabólicos semelhantes aos grãos refinados.

    Conclusão: O trigo que a maioria das pessoas está comendo atualmente é prejudicial à saúde. É menos nutritivo e pode aumentar os níveis de colesterol e marcadores inflamatórios.


Mito 6: Gordura Saturada Aumenta o Colesterol LDL no Sangue, Aumentando o Risco de Ataques Cardíacos

Foods High in Saturated Fat
Durante décadas, temos sido informados de que a gordura saturada aumenta o colesterol e causa doenças cardíacas.
Na verdade, essa crença é a pedra angular das orientações dietéticas modernas.
No entanto ... a revisão de vários estudos sólidos têm mostrado recentemente que a gordura saturada não está ligada a um aumento do risco de morte por doença cardíaca ou por acidente vascular cerebral (21, 22, 23).
A verdade é que as gorduras saturadas elevam o HDL (o "bom" colesterol) e transformam as partículas de LDL pequenas em LDL grandes, o que está ligado à um risco reduzido de problemas de saúde (24, 25, 26).
Para a maioria das pessoas, comer quantidades razoáveis de gordura saturada é completamente seguro e totalmente saudável.

    Conclusão: Vários estudos recentes têm demonstrado que o consumo de gordura saturada, não aumenta o risco de morte por doença cardíaca ou por acidente vascular cerebral (AVC).


Mito 7: O Café é Prejudicial à Saúde e Deve Ser Evitado

Man Drinking a Cup of Coffee O café tem sido considerado nocivo à saúde, principalmente por causa da cafeína. No entanto, a maioria dos estudos, na verdade, mostram que o café possui poderosos benefícios à saúde.

Isto pode ser devido ao fato de que o café é a maior fonte de antioxidantes na dieta ocidental, superando os frutas e legumes ... combinados (27, 28, 29).

Pessoas que bebem café têm um risco muito menor de depressão, diabetes tipo 2, mal de Alzheimer, Parkinson ... e alguns estudos ainda mostram que elas vivem mais do que as pessoas que não bebem café (30, 31, 32, 33, 34).

    Conclusão: Apesar de ser visto como insalubre, o café é repleto de antioxidantes. Numerosos estudos mostram que pessoas que bebem café vivem mais e apresentam um menor risco de muitas doenças graves.


Mito 8: Comer Gordura Engorda ... por isso, se Você quer Perder Peso, Você Precisa Comer Menos Gordura

Bacon
Gordura é a substância que está sob nossa pele, fazendo-nos parecer macios e cheios.
Por isso, parece lógico que a ingestão de gordura nos faria ter ainda mais da mesma.
No entanto, isto depende inteiramente do contexto. Dietas que são ricas em gordura e carboidratos podem fazer você engordar, mas não é por causa da gordura.
Na verdade, as dietas que são ricas em gordura (mas pobres em carboidratos) levam consistentemente a uma maior perda de peso do que as dietas de baixa gordura ... mesmo quando os grupos de dieta de baixa gordura restringem calorias (35, 36, 37).

    Conclusão: Os efeitos de ganho de peso em dietas alta em gorduras dependem inteiramente do contexto. Uma dieta que é rica em gorduras, mas pobre em carboidratos leva a uma maior perda de peso do que uma dieta de baixa gordura.


Mito 9: Uma Dieta Rica em Proteína Sobrecarrega os Rins e Aumenta o Risco de Doença Renal

Raw Lamb Chops
 Diz-se frequentemente que a proteína proveniente da alimentação, sobrecarrega os rins e aumenta o risco de insuficiência renal.
Embora seja verdade que as pessoas com doença renal estabelecida, devam reduzir a ingestão de proteína, isso absolutamente não é verdade para pessoas saudáveis.
Numerosos estudos, mesmo em atletas que ingerem grandes quantidades de proteína, mostram que uma alta ingestão de proteína é perfeitamente segura (38, 39, 40).
Na verdade, uma maior ingestão de proteína diminui a pressão arterial e ajuda a combater o diabetes tipo 2 ... que são dois dos principais fatores de risco para a insuficiência renal (41, 42).
Também não vamos esquecer que a proteína reduz o apetite e auxilia na perda de peso, em contrapartida, a obesidade é outro fator de risco para a insuficiência renal (43, 44).

    Conclusão: Ingerir uma grande quantidade de proteína não tem efeitos adversos sobre a função renal em pessoas saudáveis e reduz inúmeros fatores de risco.


Mito 10: Produtos Lácteos Integrais são Ricos em Gorduras Saturadas e Calorias ... Aumentando o Risco de Doenças Cardíacas e Obesidade

Dairy Products
Produtos lácteos integrais estão entre as mais ricas fontes de gordura saturada na dieta e possuem muitas calorias.
Por esta razão, tem-se falado para consumir produtos lácteos desnatados ou "lights".
No entanto, os estudos não condizem com isso. Consumir produtos lácteos integrais não está associado a um aumento de doenças cardíacas e, está ainda, associado a um menor risco de obesidade (45).
Nos países onde as vacas são alimentadas com pasto, comer laticínios integrais é, na verdade, associado a um risco até  69% menor de doenças cardíacas (46, 47).
Pelo contrário, os principais benefícios dos laticínios estão em suas gorduras. Portanto, escolher os produtos lácteos com baixo teor de gordura é uma ideia terrível.
Claro ... isso não significa que você deva exagerar e ingerir enormes quantidades de manteiga em seu café, mas isso significa que quantidades razoáveis de produtos lácteos integrais de vacas alimentados com pasto são seguros e saudáveis.

    Conclusão: Apesar de serem ricos em gordura saturada e calorias, estudos mostram que produtos lácteos integrais estão ligados a um risco reduzido de obesidade. Nos países onde as vacas são alimentadas com
pasto, o leite integral está relacionado à uma redução de doenças cardíacas.

Mito 11: Todas as Calorias são Iguais, não Importa de Quais Tipos de Alimentos Elas Sejam Provenientes 

Woman With Fruit And Junk Food on The Table 
É simplesmente falso que "todas as calorias são criadas iguais".
Diferentes alimentos passam por diferentes vias metabólicas e têm efeitos diretos na queima de gordura e nos hormônios e nos centros cerebrais que regulam o apetite (48, 4950).
Uma dieta rica em proteínas, por exemplo, pode aumentar a taxa metabólica em 80 a 100 calorias por dia e reduzir significativamente o apetite (515253).

Em um estudo, tal dieta fez com que as pessoas automaticamente comessem 441 calorias a menos por dia. Eles também perderam 5 kg em 12 semanas, apenas adicionando proteína à sua dieta (54).
muitos mais exemplos de diferentes alimentos que têm efeitos muito diferentes sobre a fome, hormônios e saúde. Porque uma caloria não é uma caloria.

    Conclusão: Nem todas as calorias são criadas iguais, porque diferentes alimentos e macronutrientes passam por diferentes vias metabólicas. Eles têm diferentes efeitos sobre a fome, hormônios e saúde.

Mito 12: Alimentos com Baixo Teor de Gordura são Saudáveis, Porque Contêm Quantidades Menores de Calorias e de Gordura Saturada



Yogurt
Quando as primeiras orientações sobre o consumo de alimentos com baixo teor de gordura surgiram, os fabricantes de alimentos responderam com todos os tipos de "alimentos saudáveis" (lights ou desnatados).
O problema é ... esses alimentos têm um gosto horrível quando a gordura é removida, por isso, os fabricantes de alimentos adicionaram um monte de açúcar no lugar da gordura.
A verdade é que o excesso de açúcar é extremamente prejudicial, enquanto a gordura naturalmente presente nos alimentos não é (55, 56).

    Conclusão: Alimentos processados de baixo teor de gordura (lights ou desnatados), tendem a possuir teores muito elevados de açúcar, o que é muito mais prejudicial à saúde do que a gordura que está naturalmente presente nos alimentos.

Mito 13: Consumo de Carne Vermelha Aumenta o Risco de Todos os Tipos de Doenças ... Incluindo Doenças Cardíacas, Diabetes tipo 2 e Câncer

Meat



Estamos constantemente sendo alertados sobre os "perigos" de comer carne vermelha.
É verdade que alguns estudos mostraram efeitos negativos, mas eles foram geralmente feitos com quantidades enormes de carnes processadas (embutidos e outras) e carne não processada juntas.
Os maiores estudos (um com mais de 1 milhão de pessoas, o outro com mais de 400 mil) mostram que a carne vermelha não processada não está ligada a um aumento de doenças cardíacas nem de diabetes tipo 2 (57, 58).
Dois estudos de revisão também têm demonstrado que a ligação com o câncer não é tão forte como algumas pessoas gostariam que você acreditasse. A associação é pequena em homens e inexistente nas mulheres (59, 60).
Então ... não tenha medo de comer carne. Apenas certifique-se de comer carne não processada e não cozinhe demais, porque comer muita carne queimada pode ser prejudicial.

    Conclusão: É um mito de que comer carne vermelha não processada aumenta o risco de doenças cardíacas e diabetes. A ligação com o câncer também é exagerada, os maiores estudos encontraram apenas um efeito pequeno em homens e nenhum efeito nas mulheres.

Mito 14: As Únicas Pessoas que não Devem Ingerir Glúten São os Pacientes com Doença Celíaca, Cerca de 1% da População



Young Man Eating Bread
Alega-se frequentemente que ninguém se beneficiaria de uma dieta livre de glúten, exceto pacientes com doença celíaca. Esta é a forma mais grave de intolerância ao glúten, que afeta menos de 1% das pessoas (61, 62).
Mas outra condição chamada de sensibilidade ao glúten é muito mais comum e pode afetar cerca de 6-8% das pessoas, embora não existam boas estatísticas disponíveis ainda (63, 64).
Os estudos mostraram também que as dietas sem glúten podem reduzir os sintomas da síndrome do intestino irritável, esquizofrenia, autismo e epilepsia (65, 66, 67, 68).
No entanto ... as pessoas devem comer alimentos que são naturalmente sem glúten (como plantas e animais), não "produtos" sem glúten. Junk food sem glúten é pior ainda.
Mas tenha em mente que a questão do glúten é realmente muito complicada e não há respostas claras ainda. Alguns novos estudos sugerem que podem haver outros compostos no trigo que provocam alguns dos problemas digestivos, e não o próprio glúten.

    Conclusão: Estudos têm demonstrado que muitas pessoas podem se beneficiar de uma dieta livre de glúten, não apenas pacientes com doença celíaca.

Mito 15: Perder Peso só Depende de Força de Vontade, Comer Menos e Exercitar-se mais

Woman Standing on The Scale, Frustrated
A perda de peso (e ganho) é frequentemente atribuída à força de vontade e `as "calorias ingeridas X as calorias  queimadas."
Mas isso é completamente impreciso.
O corpo humano é um sistema biológico altamente complexo com várias hormônios e centros cerebrais que regulam quando, o quê e quanto nós comemos.
Sabe-se bem que a genética, hormônios e vários fatores externos têm um enorme impacto sobre o peso corporal (69).
Junk food pode também ser extremamente viciante, fazendo com que as pessoas, literalmente, percam o controle sobre seu consumo (70, 71).
Embora ainda seja responsabilidade do indivíduo fazer algo sobre seu problema de peso, culpar a obesidade por algum tipo de falha moral é inútil e impreciso.

    Conclusão: É um mito que o ganho de peso é causado por algum tipo de falha moral. Genética, hormônios e todos os tipos de fatores externos têm um efeito enorme.


Mito 16: Gorduras Saturadas e Gorduras Trans são Similares ... Elas são as Gorduras "Ruins" que Precisamos Evitar
A Single Butter Curl
As organizações de saúde tradicionais, muitas vezes englobam as gorduras saturadas e as artificiais gorduras trans na mesma categoria ... chamando-as de gorduras "ruins".
É verdade que as gorduras trans são prejudiciais. Elas estão ligadas à resistência à insulina e à problemas metabólicos, aumentando drasticamente o risco de doenças do coração (72, 73, 74).
No entanto, a gordura saturada é inofensiva, então não faz absolutamente nenhum sentido agrupar esses dois tipos de gordura na mesma categoria.
Curiosamente, essas mesmas organizações também aconselham-nos a consumir óleos vegetais como óleos de soja e canola.
Mas estes óleos são efetivamente carregados com gorduras nocivas ... um estudo descobriu que 0,56-4,2% dos ácidos graxos destes são as gorduras trans tóxicas (75)!

    Conclusão: Muitas organizações de saúde tradicionais englobam as gorduras trans e gorduras saturadas na mesma categoria, o que não faz sentido. As gorduras trans são prejudiciais, gorduras saturadas não são.


Mito 17: A Proteína Rouba Cálcio dos Ossos e Aumenta o Risco de Osteoporose

Protein Rich Foods
Geralmente acredita-se que a ingestão de proteína aumente a acidez do sangue e roube cálcio dos ossos, levando à osteoporose.
Embora seja verdade que uma elevada ingestão de proteína aumenta a excreção de cálcio, a curto prazo, este efeito não persiste a longo prazo.
A verdade é que uma alta ingestão de proteína está ligada a um risco maciçamente reduzido de osteoporose e fraturas na velhice (76, 77, 78).
Este é um exemplo de onde seguir cegamente a sabedoria convencional nutricional terá o efeito oposto do que se pretendia!

   Conclusão: Numerosos estudos têm mostrado que comer mais proteína (e não menos) está ligado a um risco reduzido de osteoporose e fraturas.


Mito 18: Dietas Low-Carb (Baixo Teor de Carboidratos) são Perigosas e Aumentam seu Risco de Doença Cardíaca

As dietas low-carb têm sido populares por muitas décadas.
Man at a Restaurant Eating Steak
Profissionais da nutrição tradicional têm constantemente nos advertido que estas dietas irão acabar entupindo nossas artérias.
No entanto, desde o ano de 2002, mais de 20 estudos têm sido realizados sobre a dieta low-carb são responsáveis por uma maior perda de peso e reduzem a maioria dos fatores de risco de doenças do coração, mais do que a dieta de baixo teor de gorduras (79, 80).
Embora a maré esteja mudando lentamente, muitos "especialistas" ainda alegam que tais dietas são perigosas, então, continuam a promover o fracassado dogma de baixo teor de gordura que a ciência tem demonstrado ser totalmente inútil.
Claro, as dietas de baixo teor de carboidratos não são para todos, mas é muito claro que elas podem ter grandes benefícios para as pessoas com obesidade, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica ... alguns dos maiores problemas de saúde no mundo (81, 82, 83, 84).

    Conclusão: Apesar de terem sido demonizadas no passado, muitos novos estudos têm demonstrado que dietas de baixo teor de carboidratos (low-carb) são muito mais saudáveis do que as dietas de baixo teor de gorduras ainda recomendadas por tradicionais.


Mito 19: O Motivo Principal pelo qual o Açúcar é Nocivo, é Porque Fornece Calorias "Vazias"

Glass Full Of Sugar Cubes
Praticamente todos concordam que o açúcar não é saudável, quando consumido em excesso.
Mas muitas pessoas ainda acreditam que ele só é ruim, porque fornece calorias vazias.
Bem ... nada poderia estar mais longe da verdade.
Quando consumido em excesso, o açúcar pode causar graves problemas metabólicos (85, 86).
Muitos especialistas  atualmente acreditam que o açúcar pode ser a causa de alguns dos maiores assassinos do mundo ... incluindo obesidade, doenças cardíacas, diabetes e até mesmo câncer (87, 88, 89, 90).
Embora o açúcar seja aceitável em pequenas quantidades (especialmente para aqueles que são fisicamente ativos e metabolicamente saudáveis), pode ser um desastre completo quando consumido em excesso.

Mito 20: Óleos Refinados de Sementes e Óleos Vegetais como Soja e Milho Possuem Menores Teores de Colesterol e São Super Saudáveis

Óleos vegetais como os óleos de soja e milho são ricos em gorduras poli-insaturadas Omega-6, que foram demonstradas reduzir os níveis de colesterol.
Mas é importante lembrar que o colesterol é um fator de risco para doenças do coração, não uma doença em si.
Só porque alguma coisa melhora um fator de risco, isso não significa que ela irá afetar o problema final como ataques cardíacos ou morte ... que é o que realmente conta.
A verdade é que vários estudos têm mostrado que estes óleos aumentam o risco de morte, de ambas as doenças do coração e câncer (91, 92, 93).
Mesmo que estes óleos tenham sido demonstrados causar doença cardíaca e matar pessoas, as organizações de saúde tradicionais ainda estão nos dizendo para consumi-los.

Eles simplesmente não entendem ... quando substituímos alimentos de verdade por alimentos processados falsos, engordamos e adoecemos.
 Quantas décadas de "pesquisa" são necessárias para descobrirem isso?

Fonte:

http://eatlocalgrown.com/article/13256-mainstream-nutrition-myths-proved-wrong.html