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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Como o Glúten e o Processamento Moderno de Alimentos Contribuem para uma Saúde Debilitada

fatias de pão
14 de março de 2017.

Por Dr. Mercola

O documentário "Gluten: A Gut Feeling" (Glúten: Uma Intuição Intestinal) investiga os efeitos do glúten sobre a saúde. Nos últimos anos, os benefícios de uma dieta livre de glúten tornaram-se amplamente reconhecidos, com sua popularidade alimentada por endossos de celebridades e um número crescente de livros.
Isso inclui o livro mais vendido na lista do The New York Times, "Grain Brain," (Cérebro de Grão) escrito pelo Dr. David Perlmutter, um neurologista, no qual ele revela como cereais processados podem desencadear a disfunção neurológica e piorar a demência.
Meu próprio livro sobre este assunto, "The No-Grain Diet," (A Dieta Sem Grãos) foi publicado há 13 anos, em 2003. Minha recomendação clínica incluiu a eliminação do glúten como uma intervenção primária antes de eu ajustar ainda mais a dieta de um paciente.
Para aqueles com doença celíaca, uma reação gastrointestinal grave (GI) ao glúten, uma dieta isenta de glúten é vital. Mas os médicos também estão começando a reconhecer que muitos têm algum nível de intolerância ao glúten ou sensibilidade, e se saem melhor em uma dieta sem glúten, mesmo se eles não tiverem doença celíaca.

O que é Glúten?

O glúten é uma proteína composta de moléculas de glutenina e gliadina, que na presença da água formam uma ligação elástica. O glúten é mais comumente encontrado no trigo, centeio e cevada.
O glúten também pode ser encontrado em inúmeros alimentos processados sem ser identificado como tal. Por exemplo, o glúten pode ficar oculto sob uma variedade de rótulos, incluindo os seguintes: 
  • Maltes
  • Amidos
  • Proteína vegetal hidrolisada (PVH)
  • Proteína vegetal texturizada (PVT)
  • Aromatizante natural
O site celiac.com possui uma longa lista de ingredientes nos rótulos que normalmente contêm glúten oculto.

Como o Glúten pode Prejudicar sua Saúde

A palavra "glúten" vem da palavra latina para cola, e suas propriedades adesivas mantêm o pão e o bolo juntos. Conforme observado no vídeo, fabricantes de pão também podem adicionar glúten extra, a fim de criar uma textura mais esponjosa.
Mas essas mesmas propriedades "de ligação" também interferem na desagregação e absorção de nutrientes, incluindo os nutrientes de outros alimentos na mesma refeição. O resultado pode ser comparado a um caroço de constipação que se formou no seu intestino, podendo impedir a digestão correta.
O glúten não digerido, em seguida, aciona o seu sistema imunológico para atacar o revestimento do seu intestino delgado, o que pode causar sintomas como diarreia ou constipação,  náuseas e dor abdominal.
Ao longo do tempo, seu intestino delgado torna-se cada vez mais danificado e inflamado. Isto, por sua vez, pode levar à má absorção de nutrientes e deficiências de nutrientes, anemia, osteoporose e outros problemas de saúde.
A doença também pode causar uma grande variedade de outros sintomas que não são gastrointestinais em sua natureza, incluindo problemas neurológicos ou psicológicos, e problemas relacionados à pele, fígado, articulações, sistema nervoso e outros.
A doença celíaca também está ligada à autoimunidade. Se você é diagnosticado com a doença celíaca após a idade de 20 anos, suas chances de desenvolver uma condição autoimune disparam da média de 3,5 por cento para 34 por cento. A doença celíaca não diagnosticada também está associada a um risco quase quatro vezes maior de morte prematura.  

O Trigo Mudou Drasticamente

O trigo é uma das plantações mais amplamente cultivadas no mundo ocidental. Mas o trigo de hoje é muito diferente do trigo que nossos antepassados cultivavam e comiam. Esta é provavelmente parte da explicação de por que a doença celíaca e a intolerância ao glúten aumentaram quatro vezes desde a década de 1950.
Alguns acreditam que o aumento acentuado é apenas um sinal de um melhor diagnóstico, mas a pesquisa sugere que o aumento da prevalência é real, e que mudanças dramáticas na dieta desempenham um papel distinto.
A proporção da proteína de glúten no trigo aumentou enormemente como resultado da hibridização. Até o século XIX, o trigo também era geralmente misturado com outros grãos, favas e nozes; a farinha de trigo pura foi moída para virar farinha branca refinada somente durante os últimos 200 anos.
A resultante dieta de grãos refinados alta em glúten que a maioria de vocês tem comido desde a infância simplesmente não fazia parte da dieta das gerações anteriores.

Como o Glúten Provoca o Intestino Permeável

Segundo alguns especialistas entrevistados no vídeo em destaque, incluindo o Dr. Alessio Fasano, diretor do Centro de Pesquisa Celíaca em Massachusetts, a humanidade não evoluiu para comer glúten e, portanto, não pode digeri-lo adequadamente.
As pesquisas sugerem que o intestino humano vê o glúten como um invasor externo contra o qual ele deve montar uma resposta imune, e Fasano acredita que isso acontece com todos.
No entanto, isso não significa que todos devam evitar o glúten. A maioria das pessoas, diz ele, pode lidar com glúten sem consequências clínicas. Outros não são tão sortudos. As pessoas com doenças autoimunes estão particularmente em risco de ter complicações.
Dezesseis anos atrás, Fasano e sua equipe descobriram que o glúten pode estimular uma molécula em seu intestino chamado zonulina - uma proteína que desencadeia a abertura de junções entre as células em seu revestimento intestinal.
Em essência, ela torna o seu intestino mais permeável, permitindo que as partículas de alimentos escapem para sua corrente sanguínea, causando inflamação, reações imunes e aumentando o risco de várias doenças autoimunes. Isso é conhecido como síndrome do intestino permeável, e você não precisa ter doença celíaca para sofrer as consequências do intestino permeável.

O Trigo Tratado com Glifosato Promove a Doença Celíaca, Reações Imunes e Muito Mais

Embora a questão de saber se o glúten deve ser evitado por todos seja controversa, está bem claro que o trigo atual é muito mais arriscado do que o trigo do passado, e que ele causa problemas para muitos.
A Dra. Stephanie Seneff, uma pesquisadora sênior do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), acredita que o recente aumento da doença celíaca está relacionado ao o uso do glifosato. Junto ao Dr. Anthony Samsel, a Dra. Seneff publicou algumas pesquisas fascinantes sobre essa conexão.
O glifosato — um dos herbicidas mais amplamente utilizados no mundo e um ingrediente ativo no herbicida Roundup da Monsanto – demonstrou danificar gravemente a flora intestinal e causar doenças crônicas enraizadas na disfunção intestinal. Ele na verdade foi patenteado como um antibiótico.
Em março de 2015, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (International Agency for Research on Cancer -IARC), que é o ramo de pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS), determinou que o glifosato é um "provável carcinógeno " (Classe 2A). Esta determinação baseou-se em "evidências limitadas" mostrando que ele pode causar linfoma não Hodgkin e câncer de pulmão em seres humanos, juntamente com "evidências convincentes" de que pode causar câncer em animais.
O uso de glifosato em plantações de trigo especificamente aumentou em conjunto com o aumento da doença celíaca. Na verdade, de acordo com Samsel e Seneff, ele se correlaciona a um grau maior de doença celíaca do que o uso de glifosato no milho e soja.
Você pode não ter percebido isso, mas dessecar trigo não orgânico com glifosato pouco antes da colheita tornou-se popular cerca de 15 anos atrás. Quando o trigo maduro é exposto a um produto químico tóxico como o glifosato, ele libera mais sementes. Isso resulta em um rendimento ligeiramente maior, razão pela qual a maioria dos produtores de trigo faz isso.
Mas também significa que a maior parte do trigo não orgânico - e todos os alimentos processados que o contêm - estão contaminados com glifosato. E agora sabemos que isso pode ter graves consequências para a saúde.
Não só o glifosato prejudica seriamente as vilosidades no seu intestino, ele também inibe um processo que normalmente ajuda o seu corpo a digerir as proteínas do trigo. A gliadina do glúten é difícil de quebrar e digerir. Normalmente ocorre uma reação que constrói conexões entre as diferentes proteínas no trigo.
O glifosato parece ligar-se à gliadina como consequência de uma reação química e ao interferir nas conexões proteicas, o glifosato torna o trigo altamente indigestível - mais do que ele já é - e mais propenso a causar uma reação imune e disbiose intestinal.

Outras Intolerâncias Podem Imitar a Sensibilidade ao Glúten

Os pesquisadores também estão observando outros ingredientes no trigo e descobriram que há uma série de outras proteínas e compostos que podem causar sensibilidade. Portanto, se você se sentir melhor com uma dieta sem glúten, mesmo se não tiver doença celíaca, você pode ser sensível a alguns dos outros ingredientes no trigo.
Estes incluem proteínas como albuminas, globulinas e inibidores de tripsina-amilase, e o frutano de carboidrato, um tipo de oligo-di-monossacáridos e polióis fermentáveis (fermentable oligo-di- monosaccharides and polyols -FODMAP).
Os FODMAPs (que também incluem frutose, lactose, galactose e polióis) são açúcares que ou foram mal absorvidos no seu intestino delgado ou foram completamente indigestos. Eles podem causar sintomas muito semelhantes aos da sensibilidade ao glúten, e os FODMAPs são frequentemente encontrados em coisas que contêm glúten.
Embora os FODMAPs sejam geralmente benéficos para os seus micróbios intestinais, naqueles que são sensíveis a eles, como aqueles com síndrome do intestino irritável (SII), os FODMAPs podem causar sofrimento GI grave. A dieta Paleolítica é baixa em FODMAPs, o que é provavelmente uma das muitas razões pelas quais as pessoas tendem a se sentir melhor ao mudar para este tipo de dieta.

Panificação e Moagem De Trigo - 2 Culpados Adicionais

Além da contaminação por glifosato, que não é discutida neste vídeo, duas outras explicações para o aumento da doença celíaca e intolerância ao glúten têm a ver com a forma como o trigo é moído e como o pão é cozido atualmente. A forma como moemos o trigo mudou significativamente com o advento do processamento moderno de alimentos.
O endosperma e o amido são moídos com rolos, mas todos os outros ingredientes são primeiro extraídos e depois adicionados de volta em proporções variáveis, dependendo dos requisitos do produto final. O resultado final é uma farinha de trigo altamente refinada que é mais propensa a causar problemas GI.
A farinha de grão integral é feita ao se moer todo o grão usando um moinho de pedra. Nada é retirado e nada é adicionado. O produto final contém todo o grão, daí o termo "grão integral". O processo é muito mais simples e menos destrutivo para o conteúdo nutricional do grão.
Embora o pão integral ainda contenha glúten, ele pode não causar um problema tão grave se você não tiver doença celíaca. Alguns acreditam que os problemas atribuídos ao glúten podem, de fato, estar mais relacionados aos produtos químicos utilizados durante o processamento da farinha de trigo refinada do que ao próprio glúten.
A "Panificação”, o processo de assar o pão, também sofreu mudanças dramáticas. No passado, a farinha era misturada com água e levedura, e a massa era então deixada para crescer durante a noite. Este processo permitia que as enzimas no fermento quebrassem o glúten. Seu corpo não tem essas enzimas, e não pode replicar este processo de quebra.
Atualmente, os fabricantes de pão não deixam mais a massa crescer por até 18 horas. A adição de vários produtos químicos diminuiu o processo para em torno de duas horas, o que não é tempo suficiente para que ocorra a quebra do glúten. Assim, a maioria dos pães feitos hoje em dia contém muito mais glúten indigestível do que os pães do passado. 

Como Tratar a Intolerância ao Glúten e a Doença Celíaca

O tratamento para a doença celíaca e intolerância ao glúten é uma dieta sem glúten, o que significa a abstinência de qualquer alimento que contenha glúten. Em agosto de 2013, a Administração de Alimentos e Drogas dos EUA (Food and Drug Administration -FDA) emitiu uma norma para a rotulagem de produtos sem glúten. De acordo com a regra, para que um alimento tenha o rótulo "sem glúten" ele deve ser:
  • Naturalmente sem glúten. Grãos naturalmente sem glúten incluem o arroz, milho, quinoa, sorgo, linho e sementes de amaranto.
  • Qualquer grão contendo glúten deve ter sido refinado de forma a remover o glúten. O produto final não pode conter mais de 20 partes por milhão (ppm) de glúten.
Um teste de sangue pode verificar se você realmente tem ou não doença celíaca. Se você tiver, precisará ficar extremamente atento, pois a exposição ao glúten poderá fazer você ficar gravemente doente e ameaçar a sua saúde e longevidade em longo prazo. Se você for intolerante ao glúten, não precisa ser tão rigoroso com sua dieta, e você pode finalmente descobrir o seu próprio nível de tolerância ao glúten.
Por exemplo, um pedaço de pão pode não resultar em qualquer desconforto, mas dois pedaços, ou comer pão por dois dias seguidos pode. Tipicamente, evitar o glúten por uma semana ou duas é o suficiente para ver alguma melhoria significativa.
Considerando os muitos possíveis culpados em jogo, seja a hibridização do trigo, glúten, outras proteínas do trigo, frutanos, o processo de moagem ou de cozimento, ou a contaminação de glifosato, não é surpreendente que o trigo (e outros grãos) cause tais problemas para tantas pessoas.
Na minha experiência, quase todos se beneficiam ao evitar grãos, mesmo grãos integrais germinados, tenha você intolerância ao glúten ou não, e a razão disso é que os grãos têm altos níveis de carboidratos líquidos e evitá-los ajudará a melhorar a sua função mitocondrial.
A diminuição da função mitocondrial pode exacerbar problemas de saúde relacionados à resistência à insulina, como sobrepeso, pressão arterial elevada, diabetes tipo 2 , e problemas mais graves como doenças cardíacas e câncer.

Fonte:

http://portuguese.mercola.com/sites/articles/archive/2017/03/14/gluten-processamento-de-alimentos.aspx?utm_source=facebook.com&utm_medium=referral&utm_content=facebookmercolaport_ranart&utm_campaign=8272017_gluten-processamento-de-alimentos

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Sucos de Vegetais: Quão Saudáveis Eles São?

sucos

30 Agosto 2017 
Por Dr. Mercola

Se você perceber que é difícil comer vegetais suficientes, fazer um pequeno investimento em um juicer de alta qualidade é uma das melhores medidas que você pode tomar para a sua saúde.

O suco cru pode ser comparado a um “caldo vivo”, pois está cheio de micronutrientes dos quais muitas pessoas estão carentes.
Quando você bebe um suco verde fresco, é quase como receber uma infusão intravenosa de vitaminas, minerais e enzimas, porque elas vão direto ao seu organismo sem precisar ser decompostas.
Beber seu suco assim que acordar pode lhe dar um impulso de energia natural sem recorrer a estimulantes como o café.
Já que o suco já está em uma forma facilmente digerível, ele pode ajudar a revitalizar seus níveis de energia dentro de apenas 20 minutos... e isso é apenas o começo de seus benefícios.

Três Razões Pelas Quais os Sucos São um Hábito de Saúde Fenomenal

Existem três razões principais pelas quais você vai querer considerar incorporar o suco de vegetais no seu programa de saúde otimizado:

1. O juicing (suco) ajuda a absorver todos os nutrientes dos vegetais. Isso é importante porque a maioria de nós tem uma digestão prejudicada como resultado de fazer escolhas alimentares menos do que otimizadas ao longo de muitos anos. Isso limita a capacidade do seu corpo de absorver todos os nutrientes dos vegetais .
O juicing ajudará a “pré-digerir” os vegetais para você, de modo que receberá a maior parte da nutrição, em vez de desperdiçá-la.

2. O juicing permite que você consuma uma quantidade mais saudável de vegetais de forma eficiente. Praticamente todas as autoridades de saúde recomendam o consumo de seis a oito porções de vegetais e frutas por dia e muito poucos de nós realmente conseguimos isso.
O juicing é uma maneira fácil de praticamente garantir que você alcançará sua meta diária de vegetais.

3. Você pode adicionar uma variedade maior de vegetais na sua dieta. Muitas pessoas comem as mesmas saladas ou acompanhamentos de vegetais todos os dias. Isso viola o princípio da rotação regular de alimentos e aumenta sua chance de desenvolver uma alergia a um determinado alimento.
Além disso, ele limita o número de fitoquímicos diferentes na sua dieta, pois cada vegetal oferecerá benefícios únicos. Com o juicing, você pode fazer o suco de uma grande variedade de vegetais que normalmente não gosta de comer inteiros.

Além disso, o juicing pode ajudar a:

Promover a perda de peso. Em um estudo, os adultos que bebiam pelo menos oito onças (236 ml) de suco de vegetais como parte de uma dieta perderam quatro libras (3,6 kg) ao longo de 12 semanas, enquanto aqueles que seguiram a mesma dieta, mas não beberam o suco, perderam apenas uma libra (0,45 kg).
Aqueles que beberam suco de vegetais também aumentaram significativamente a sua ingestão de vitamina C e potássio, ao mesmo tempo em que reduziam sua a ingestão geral de carboidratos.

Melhorar o seu sistema imunológico ao superalimentá-lo com fitoquímicos concentrados. O suco cru também contém energia de luz biofotônica, que pode ajudar a revitalizar seu corpo.

Aumentar a sua energia. Quando seu corpo possui uma abundância dos nutrientes dos quais necessita e seu pH está equilibrado de forma ideal, você se sente energizado. Uma vez que eles podem ser utilizados pelo seu corpo imediatamente, aqueles que fazem sucos dizem que sentem um “impulso” de energia quase instantaneamente.

Dar suporte à saúde do seu cérebro. As pessoas que bebiam sucos (frutas e vegetais) mais de três vezes por semana, em comparação com menos de uma vez por semana, eram 76% menos propensas a desenvolver a doença de Alzheimer, de acordo com o Kame Project.

Desintoxicação com Suco: Até Mesmo as Crianças Estão Fazendo

A desintoxicação com suco é a última moda para a saúde, estando disponíveis atualmente barras de suco e desintoxicação com suco pré-embalados. Há certamente algo a ser dito sobre curtos (ou mesmo mais longos) jejuns de suco, nos quais você bebe apenas suco de vegetais frescos por um período de um a vários dias.

Isso geralmente é feito para fins de desintoxicação ou para tratar de certos problemas de saúde, e só deve ser feito sob a orientação de um médico de saúde natural se você pretende fazer um jejum de suco mais longo. Algumas pessoas também bebem sucos verdes como parte de seus regimes de jejum intermitente.

A revista Time informou recentemente que mesmo as crianças estão entrando na moda de fazer a desintoxicação com suco, e ao menos uma empresa comercializa uma desintoxicação específica para crianças por cerca de US$ 100. Aqueles voltados para adultos podem ser ainda mais caros - mais de US$ 600 para uma desintoxicação de cinco dias.  

Eu não me oponho à desintoxicação com suco nas circunstâncias certas, mas as crianças geralmente não são os melhores candidatos, pois seus corpos precisam de gorduras saudáveis e proteínas que estão em falta nos sucos frescos.

Além disso, você não precisa gastar centenas de dólares em uma desintoxicação com suco chique - é fácil fazer seu próprio suco em casa por uma fração desse custo, e ele também será mais fresco.

Minha filosofia em relação ao juicing, é vê-lo como uma parte regular da sua dieta, não apenas uma moda na qual você se envolve uma ou duas vezes por ano. Beber suco verde todos os dias vai dar-lhe muito mais benefícios do que uma desintoxicação esporádica de três dias.

As crianças, também, podem desfrutar do suco de vegetais diariamente, seja como uma bebida com uma refeição ou como um lanche (idealmente, juntamente com uma fonte de gordura saudável para garantir que todos esses nutrientes lipossolúveis sejam absorvidos).

Foque no Suco Verde, Não no Suco de Frutas

Esta é uma distinção importante de se fazer porque, se o seu suco contém muitas frutas, ele será elevado em calorias e açúcar (frutose). Você pode adicionar uma maçã, um kiwi ou um punhado de bagas para dar sabor ao seu suco, mas a maior parte deve vir de vegetais orgânicos verdes – espinafre, aipo, couve, acelga, etc.

Infelizmente, o suco verde tem um estigma de ter gosto ruim e muitas pessoas o evitam simplesmente por causa de sua cor. Uma pesquisa recente realizada pela Jamba Juice revelou que 28 por cento dos adultos dos EUA “temem a aparência” do suco verde e 32 por cento dizem que o suco verde é o tipo de suco do qual menos gostam.

Esta reputação negativa persistiu apesar do fato de 32 por cento terem dito acreditar que o suco verde é a opção mais saudável. 

Pode demorar um pouco para acostumar, mas o suco verde realmente tem um sabor muito agradável, e você pode ajustá-lo para se adequar a seu gosto. Se você está começando a fazer juicing, você pode começar com vegetais de sabor suave, como o aipo e os pepinos.
A partir daí, você pode ir evoluindo até a alface de folhas vermelhas, alface romana, espinafre e escarola, juntamente com a salsa e coentro.

Os vegetais como couve, couve galega, dente de leão e mostarda são bastante amargos, então você deve buscar pouco a pouco adicionar algumas folhas deles a cada vez que fizer um suco.

Se você quiser fazer com que seu suco tenha um sabor um pouco mais palatável, especialmente no início, você também pode adicionar esses elementos:

  • Limões Taiti e limões sicilianos: você pode adicionar metade de uma lima ou limão inteiro por cada litro de suco. Você pode realmente fazer suco com a casca se quiser evitar o incômodo de descascá-los. As limas funcionam bem para cortar sabores amargos.
  • Cranberry ou Oxicoco: Você também pode adicionar oxicoco se você gostar dele. Limite o oxicoco a aproximadamente quatro onças (118 ml) por litro de suco.
  • Gengibre fresco: Esta é uma adição excelente se você gosta do sabor. Ele dá o seu suco um pequeno toque picante!

Qual Tipo de Liquidificador Funciona Melhor?

Os liquidificadores de alta velocidade como o Vita Mix são ótimos para vitaminas verdes, mas eles não são os melhores juicers. Você tem um mundo de opções quando se trata de juicers de verdade, começando abaixo de US$ 100 nos mais baratos (nos EUA).

Você começa a ver juicers de melhor qualidade em torno de US$ 150. Existem vários tipos de juicers, desde juicers centrífugas de rápida rotação a masticating juicers (mastigadores) de movimento lento.

Quanto mais lentamente o suco for extraído, mais nutrientes serão preservados. Se você está começando a fazer sucos, eu recomendo um espremedor de preço médio. Os espremedores centrífugas baratos (como o Juiceman) quebram facilmente, produzem suco de baixa qualidade e fazem muito barulho, o que pode contribuir para a perda de audição.
Eles também não duram muito tempo. Meus favoritos são os espremedores com uma única velocidade, que são relativamente rápidos, menos caros e mais fáceis de limpar do que os espremedores mais caros, como o twin gears ou mesmo os espremedores de US$ 2.000 da Norwalk.
 Aqui está o meu atual espremedor favorito. Ao olhar para suas opções, lembre-se de avaliar a limpeza que será necessária, pois isso pode influenciar sua vontade de usá-lo todos os dias.  

Como a “ladie do suco” Cherie Calbom diz, “No final, o melhor juicer é aquele que você realmente usará”.

Dicas de Juicing Para Você Começar

Uma vez que você adquirir o hábito de fazer o juicing, você irá perceber que irá esperar pelo seu suco verde e até mesmo sentir falta se deixar de tomá-lo um dia. Você pode encontrar um guia detalhado para o juicing aqui (em inglês), mas para começar, você precisa de uma boa receita - algo que tenha um ótimo sabor, do contrário você provavelmente vai parar antes de realmente ter começado.

“Adicione alguns vegetais verdes-escuros porque isso é maravilhoso para sua saúde”, sugere Cherie. “Eu uso acelgas, couves e salsinha coloridas. Combino isso com pepino e aipo.
Mas se você nunca fez sucos antes, então você deve adicionar algumas coisas saborosas; um pouco de cenoura. Um pouco de limão é maravilhoso. Realmente melhora o gosto. Eu adiciono limão em quase tudo o que eu faço.”
Eu recomendo fortemente o uso de vegetais orgânicos, tanto quanto for possível, e bebê-lo logo depois de fazer. O suco de vegetais é altamente perecível, então é melhor beber todo o seu suco imediatamente.
No entanto, se tiver cuidado você pode armazená-lo por até 24 horas com apenas um declínio nutricional moderado. Isso é realmente útil se você estiver trazendo seu suco para o trabalho para que possa consumi-lo durante o dia.
Para armazenar adequadamente o seu suco:

  • Coloque seu suco em um frasco de vidro com uma tampa hermética e preencha-o até o topo. Deve haver uma quantidade mínima de ar no frasco, pois o oxigênio no ar (o ar é composto de cerca de 20 por cento de oxigênio) irá “oxidar” e danificar o suco.
  • Para um armazenamento ainda melhor, considere comprar uma bomba a vácuo para alimentos como o Food Saver com um acessório de frasco com tampa. Você pode derramar seu suco em um frasco, colocar a tampa e usar o Food Saver para aspirar o ar no frasco para assim embalá-lo a vácuo. Isso eliminará a maior parte do oxigênio que irá prejudicar o suco.
  • Imediatamente, armazená-lo na geladeira e consumi-lo quando você puder. É melhor tomá-lo o mais rápido possível, e no máximo, dentro de 24 horas após ter feito o juicing.
A maioria das pessoas faz o juicing de manhã, mas se isso não se encaixar bem na sua agenda, sinta-se livre para escolher qualquer refeição que funcione melhor para o seu estilo de vida.

OBS minha, Sílen:

O aparelho usado para fazer estes sucos (juicings) sem água, idealmente seria o masticating juicer (opção com maior rendimento, que preserva melhor os nutrientes e é mais fácil de limpar, porém muito cara no Brasil) ou centrífuga ou ainda o slow juicer (opção boa, porém frágil). Vejam este vídeo com o masticating juicer Omega a partir dos 4 minutos.

Fonte:

http://portuguese.mercola.com/sites/articles/archive/2017/08/30/beneficios-dos-sucos.aspx?utm_source=facebook.com&utm_medium=referral&utm_content=facebookmercolaport_lead&utm_campaign=8302017_beneficios-dos-sucos

terça-feira, 29 de agosto de 2017

O Caso Contra o Feijão e Outros Alimentos Contendo Lectinas Tóxicas

Feijões
27 de agosto de 2017.
 
Por Dr. Mercola
 
Embora os alimentos in-natura sejam saudáveis, há certos cuidados a serem considerados até mesmo neste campo. 

As Lectinas (que não devem ser confundidas com fosfolipídeo lecitina). São proteínas que se ligam a carboidratos que estão espalhadas no reino vegetal.
Estima-se que 30 por cento dos alimentos frescos contenham lectinas.
Até mesmo produtos derivados do leite contêm lectinas. A manteiga produzida com leite de animal alimentado com capim é uma exceção.
O leite derivado de animais alimentados com capim também possui uma quantidade menor de lectina que o leite derivado de animais alimentados com grãos, graças às maiores quantidades de SlgA, uma imunoglobulina que se liga às lectinas.  

As lectinas receberam este nome a partir da palavra em Latim “legere”, de onde a palavra “selecionar” deriva – e é isto exatamente o que elas fazem:
Elas selecionam (ligam-se a) estruturas biológicas específicas que lhe permitem causar danos, como parte do mecanismo de auto defesa da planta.
É a forma engenhosa da natureza de manter os inimigos naturais, tais como fungos e insetos, à distância.
Infelizmente, algumas destas glicoproteínas podem igualmente causar problemas em seres humanos.

As lectinas foram descobertas pela primeira vez nas cascas das sementes das mamonas, que contém a ricina lectina.
A ricina é tão tóxica que uma dose do tamanho de poucos grãos de sal pode matar um adulto se ingerida ou inalada.

O Paradoxo da Planta

O mais recente livro lançado pelo Dr. Steven Gundry, “The Plant Paradox: The Hidden Dangers in ‘Healthy’ Foods That Cause Disease and Weight Gain,” (O Paradoxo da Planta: Perigos Escondidos nos Alimentos ‘Saudáveis’ que Causam Doenças e Ganho de Peso) ganhou enorme atenção da mídia, reiniciando a discussão – e as preocupações – com relação às lectinas.
Gundry também concluiu um estudo sobre lectinas em humanos.

Muitas pessoas estão agora familiarizadas com os problemas relacionados ao glúten, porém as lectinas podem potencialmente ser tão problemáticas quanto ele. Isto não quer dizer que o problema não tenha controvérsias. Há muito ainda a se discutir.

Ainda assim, acredito que a questão das lectinas – lectinas tóxicas, para ser mais exato – na dieta merece ser analisada com cuidado.

Embora Gundry chegue a declarar que as lectinas são o maior perigo na dieta dos norte-americanos, especialmente para pessoas com doenças autoimunes, a realidade é provavelmente bem diferente.

A Authority Nutrition indicou que as lectinas em pequenas quantidades podem, na verdade, trazer benefícios valiosos para a saúde, incluindo modulação imune e inflamatória, e que problemas aparecerão somente quando você ingerir grandes quantidades delas.

De fato, acredito que seria um erro assumir que todas as lectinas sejam ruins para você. Por exemplo, os abacates contêm a aglutinina de lectina (aglutinina persea Americana), mas isso dificilmente os coloca na lista de alimentos a serem evitados! 

Os abacates estão entre os alimentos mais saudáveis nos quais eu consigo pensar, e as pesquisas demonstram que a aglutinina encontrada no abacate é desprovida de especificidade para carboidratos. Em vez disso, ele interage com proteínas e ácidos poliamino.

Os feijões, por outro lado, não somente contêm lectinas que podem causar problemas para muitas pessoas, mas também possuem a desvantagem de ser ricos em carboidratos líquidos, e portanto, é melhor evitar eles nos estágios iniciais da transição de uma dieta cetogênica.
Então, existem prós e contras a ser considerados, dependendo do alimento em questão. A presença da lectina não é de forma alguma um determinante único. Dito isto, certas lectinas possuem efeitos tóxicos mais potentes ou alergênicos e as lectinas encontradas nos feijões estão nesta categoria.

As Lectinas e seus Efeitos Nocivos

Entre os alimentos mais problemáticos que contêm lectina encontram-se o trigo e outras sementes da família das gramíneas, feijões, soja e outras leguminosas, amendoins e membros da família das solanáceas, tais como, berinjela, batatas, tomates e pimentões.

Grãos e leguminosas tais como feijão preto, soja, feijão-de-lima, feijão comum e lentilhas contêm as maiores quantidades. Falando de forma geral, as lectinas são um tipo de proteína ligante aos glicanos, ou seja, proteínas ligando-se a carboidratos do organismo. Existem diversos tipos de lectinas e a principal diferença entre elas é o tipo de açúcar que cada uma prefere e liga-se no organismo.
Conforme observado por Dave Asprey, fundador do Bulletproof.com, “Um dos motivos de o trigo ser tão ruim é que a lectina no trigo é atraída pela glucosamina, polissacarídeo que reveste as articulações.”
Algumas — incluindo a aglutinina do germe do trigo (WGA), encontrada no trigo e outras sementes da família das gramíneas – ligam-se a locais receptores específicos das células mucosas intestinais e interferem na absorção de nutrientes ao longo da parede intestinal.
Como tal, elas agem como “antinutrientes” e podem causar efeitos prejudiciais ao microbioma intestinal variando o equilíbrio da flora bacteriana – precursor comum do intestino permeável.

As Lectinas são Altamente Inflamatórias

Uma das principais preocupações é que a maioria das lectinas são pró-inflamatórias, o que significa que elas provocam a inflamação e criam produtos finais da glicação avançada. A proteína C-reativa (CRP) é um exemplo das muitas lectinas que você possui circulando no seu organismo neste momento, e ela é usada como um marcador da inflamação.
Elas são igualmente imunotóxicas (capazes de estimular uma resposta hiperimune), neurotóxicas e citotóxicas, ou seja, elas são tóxicas às células e podem induzir a apoptose (morte celular). Algumas lectinas podem aumentar a viscosidade do seu sangue ao se ligar às células vermelhas.

Isto torna as células sanguíneas viscosas resultando em uma coagulação anormal. Algumas lectinas (como a WGA) podem até mesmo interferir na expressão genética e prejudicar a função endócrina. As lectinas também promovem a resistência à leptina, aumentando, desta forma, o risco de desenvolvimento de obesidade. Todos esses fatores podem predispor você a doenças.

Quem Deve Evitar o Feijão e Outros Alimentos Ricos em Lectina?

As pessoas que precisam ser particularmente cuidadosas com alimentos contendo lectina – especificamente aquelas da família das solanáceas, todos os grãos, leguminosas e feijões – são aquelas que sofrem de condições inflamatórias e autoimunes, incluindo, porém não limitadas a:
Você também deve ser cuidadoso em relação a isso se estiver consumindo medicamentos não esteroides anti-inflamatórios, pois eles demonstram aumentar a permeabilidade intestinal.
Isto permite que as lectinas tóxicas entrem no fluxo sanguíneo, aumentando dessa forma o risco de ocorrer uma reação adversa.

Evite Feijões Durante o Estágio Inicial da Dieta Cetogênica

Alimentos ricos tanto em carboidratos líquidos (carboidrato total menos fibra) quanto em lectinas causam o dobro dano e isto inclui grãos e feijões.

Na verdade, eu recomendo que você se abstenha tanto de grãos como de feijões durante o estágio inicial do meu programa de terapia metabólica mitocondrial (Metabolic Mitochondrial Therapy-MMT), o qual envolve cetose nutricional cíclica, detalhada em meu livro novo “Fat for Fuel (Gordura como Combustível).”

Uma vez que você tenha passado do estágio inicial onde limitar estritamente a ingestão de carboidrato líquidos é crucial e o seu corpo está queimando eficazmente gordura como combustível, o feijão (e outros carboidratos líquidos, como os grãos) podem ser reincorporados, especialmente durante os “dias de festa”.

O ciclo banquete-fome ou pulsante é um componente importante do programa MMT. Isto significa simplesmente que você faz entra e sai em um ciclo de cetose nutricional ao invés de ficar na cetose indefinidamente.

Inicialmente você limita o consumo de carboidratos para de 40 a 50 gramas por dia e os substitui por gorduras saudáveis. Isto fará seu organismo mudar para a queima primária de gordura como combustível e radicalmente reduzirá o risco de desenvolvimento da maioria das doenças crônicas.
Se seu nível de insulina estiver abaixo de 3, então seu consumo ideal de carboidratos pode ser maior que 40 ou 50 gramas. No entanto, se seu nível de insulina estiver mais alto, então é melhor que você reduza o consumo de carboidratos líquidos na sua dieta.
Quanto maior for seu nível de insulina, menor deve ser o número de carboidrato que você consome. A menos que o nível de insulina em jejum esteja abaixo de 5, evite carboidratos como o feijão, leguminosas e grãos, tais como o arroz, quinoa e aveia nesta fase inicial.
Estes alimentos não apenas aumentam os níveis de insulina como igualmente aumentam as chances de você se tornar resistente à leptina, o que interfere na sua capacidade de perder peso..

Uma vez que seu organismo esteja queimando gordura como combustível, você então começa a entrar e sair de um ciclo de cetose. Como uma regra geral, eu recomendo aumentar o seu consumo de carboidratos líquidos e proteínas uma ou duas vezes por semana – dias em que você pode consumir até 100 gramas ou mais de carboidratos líquidos — e, então, voltar à cetose nos outros cinco ou seis dias.
Durante os dias de alto consumo de carboidratos, os feijões são aceitáveis, se você gosta deles. Apenas certifique-se de cozinhá-los adequadamente para neutralizar a maior parte das lectinas.

Porque os Feijões Devem ser Cuidadosamente Cozidos

O feijão comum contém a maior quantidade de lectina fitoemaglutinina tóxica. Muitos outros tipos de feijão igualmente a contêm, embora em quantidades menores, incluindo o feijão branco e o feijão-da-espanha.

Essa lectina é o motivo pelo qual você nunca deve comer o feijão cru ou pouco cozido, pois você vai vomitar sangue e terá outros sintomas similares aos de uma intoxicação alimentar grave. Tão pouco quanto cinco feijões pouco cozidos podem causar sintomas grave.

O cozimento em altas temperaturas desativa esta lectina, tornando o feijão seguro para consumo. A pesquisa demonstrou que o feijão comum cozido contém somente 200 a 400 unidades de hemaglutinação (hau), comparados aos 20.000 a 70.000 hau encontradas nos feijões crus.
Embora a maioria das pessoas nunca iria considerar consumir feijões secos sem cozinhá-los, pular etapas ou cozê-los pouco são gafes comuns cometidas na cozinha que acabam mandando muitas pessoas ao hospital. Conforme observado no Atlantic:
“Estórias de envenenamento com lectina são especialmente raras. No ‘The Independent’, a escritora nutricional Vicky Jones descreveu um jantar no qual ela usou o feijão-da-espanha em um prato sem cozê-lo primeiro.
Em pouco tempo, todos estavam gravemente doentes. Aconteceu tão rapidamente que antes mesmo de as pessoas consideraram ir ao pronto socorro, a morte parecia uma alternativa melhor a ter de ir ao hospital. Jones recuperou-se totalmente, como acontece com a maioria das pessoas envenenadas com lectina.”

Recomendações Gerais para Cozimento e Outras Estratégias para a Redução da Lectina

Aqui estão algumas orientações gerais para formas de preparo e cozimento para reduzir as lectinas tóxicas do feijão:
• Deixe o feijão de molho na água por, pelo menos 12 horas antes de cozinhá-lo, trocando a água com frequência. A adição de bicarbonato de sódio à água aumentará ainda mais a neutralização das lectinas.
Lave o feijão e descarte a água usada para imersão.
Cozinhe o feijão por 15 minutos em ALTA temperatura. Cozinhar o feijão em temperatura muito baixa pode, na verdade, aumentar os níveis de toxicidade em cinco vezes ou mais. Evite qualquer receita que use farinha de feijão seca, pois o aquecimento seco do fogão não destruirá as lectinas de forma eficaz.
A melhor forma para destruir as lectinas é usar uma panela de pressão. Muitas pessoas optam pelo InstaPot, uma panela de pressão multipropósito. Evite panelas de cozimento lento, pois elas, na verdade, aumentarão o conteúdo de lectina devido à baixa temperatura usada.
Um estudo que comparou o teor de ácido fítico de ervilhas previamente deixadas de molho que foram então cozidas regularmente ou cozidas em uma panela de pressão, identificou que a pressão do cozimento reduziu o teor de ácido fítico em 54 por cento, em comparação com 29 por cento através do cozimento regular.

A cozedura por pressão também pode preservar mais nutrientes do que outros métodos de cozimento.
A germinação e a fermentação também reduzirão dramaticamente o conteúdo de lectina de alimentos que a contêm, tornando-os mais seguros. Esta é uma das razões pelas quais o pão feito tradicionalmente com grão germinado é digerido mais facilmente do que o pão convencional feito com grão processado não germinado. 

Fonte:

http://portuguese.mercola.com/sites/articles/archive/2017/08/27/feijoes-e-alimentos-contendo-lectina-toxica.aspx?utm_source=facebook.com&utm_medium=referral&utm_content=facebookmercolaport_lead&utm_campaign=8272017_feijoes-e-alimentos-contendo-lectina-toxica

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Por que a Dieta do Mediterrâneo é tão Saudável?

Dieta do Mediterrâneo 
23 Fevereiro 2017
Por Dr. Mercola

A Dieta do Mediterrâneo tem conseguido manter sua popularidade mesmo com o surgimento de dietas da moda, e por uma boa razão. Vários estudos confirmaram seus benefícios para a saúde – muitos dos quais provavelmente por esta dieta ser pobre em açúcares, moderada em proteína e rica em frutas e legumes frescos, além de gorduras saudáveis.
Ao contrário da crença popular, não há, na verdade, uma “dieta mediterrânea” única. Pelo menos 16 países fazem fronteira com o Mar Mediterrâneo e os hábitos alimentícios variam de um país para outro devido às diferenças de cultura, antecedentes étnicos, religião e produção agrícola.

Benefícios à Saúde  

  • Prevenção e/ou reversão da síndrome metabólica, um conjunto de fatores de risco para a saúde cardíaca  e para a diabetes.
  • Melhora na saúde cardiovascular e significante redução no risco de acidente vascular cerebral — efeitos associados ao consumo de altas quantidades de gorduras ômega-3 de origem animal (principalmente provenientes do peixe).
    Altos níveis de ácido eicosapentaenoico (EPA) e ácido docosahexaenoico (DHA), provenientes de frutos do mar ou suplementos, foram associados à redução de 16% no risco de desenvolvimento de doenças cardíacas em pessoas com alto nível de triglicerídeos e redução de 14% em pessoas com alto LDL (mau colesterol).
  • Redução do risco de desenvolvimento de acne em mulheres adultas. De acordo com pesquisas realizadas recentemente, mulheres adultas que consumiram frutas frescas, legumes e peixe por menos de quatro dias por semana tiveram risco dobrado de desenvolver acne depois de adultas.
  • Redução no risco de desenvolvimento de artrite reumatoide, doenças de Parkinson, Alzheimer e câncer.
  • Melhora na saúde como um todo e na longevidade. E um estudo realizado, mulheres que seguiram a Dieta do Mediterrâneo entre os 50 e 60 anos de idade tiveram mais chances de chegar a seus 70 anos de idade sem desenvolver doenças crônicas  ou problemas cognitivos.

Dieta do Mediterrâneo Associada a Cérebro mais Saudável

De maneira geral, a Dieta do Mediterrâneo é uma das melhores dietas convencionais para a saúde cerebral e cardíaca. Por exemplo, uma pesquisa demonstrou que dietas ricas em gorduras saudáveis provenientes de castanhas, abacates e azeite de oliva podem favorecer a memória e a cognição em adultos idosos.
Uma pesquisa realizada anteriormente também sugeriu que a Dieta do Mediterrâneo pode reduzir as chances de desenvolver a doença de Alzheimer, porém não deixou claro se a dieta era a responsável por isso ou se as pessoas que tinham esse hábito de consumo alimentar também tinham um estilo de vida mais saudável reduzindo esse risco.
Visando esclarecer mais apuradamente as potenciais associações entre dieta e cognição, pesquisadores designaram, aleatoriamente, em torno de 450 idosos com fatores de risco para doenças cardiovasculares – como sobrepeso, pressão alta e/ou colesterol alto – para seguir uma das seguintes dietas:
  • Dieta do Mediterrâneo complementada com um litro de azeite de oliva virgem por semana
  • Dieta do Mediterrâneo complementada com 30 gramas de castanhas por dia
  • Dieta com baixo teor de gordura  
Exames das funções cerebrais foram realizados antes e depois do estudo. Aqueles que seguiram a Dieta do Mediterrâneo complementada com castanhas mostraram significante melhora na memória, enquanto aqueles que complementaram a dieta com azeite de oliva mostraram significante melhora na cognição.
O grupo da dieta pobre em gordura, por outro lado, mostrou significante redução tanto na memória como na função cognitiva.

Adultos Idosos Sofrem Menor Encolhimento do Cérebro com a Dieta do Mediterrâneo

Mais recentemente, cientistas descobriram que a Dieta do Mediterrâneo também ajuda a reduzir o encolhimento do cérebro relacionado à idade em adultos idosos. Conforme relatado pelo LA Times:
“Em um grupo de 562 escoceses na faixa dos 70 anos de idade, aqueles cujo padrão de consumo alimentar estava mais próximo da dieta mediterrânea tiveram, em média, metade da porcentagem de encolhimento do cérebro normal para o grupo como um todo ao longo de três anos...
Os pesquisadores usaram levantamentos sobre hábitos alimentares para dividir o grupo em dois – aqueles que estavam pelo menos próximos da Dieta do Mediterrâneo e aqueles que não estavam nada próximos dela.
Mesmo que várias pessoas do grupo da Dieta do Mediterrâneo estivessem longe da perfeição em sua adesão, a média de perda de volume cerebral foi significativamente diferente entre os dois grupos.”

Seu Cérebro Necessita de Gorduras Saudáveis

Resultados como esses certamente fazem sentido se você considerar a importância das gorduras saudáveis para a função cerebral. Afinal, o cérebro é composto de, pelo menos, 60% de gordura – a mais importante de todas é a DHA, encontrada em frutos do mar como óleo de peixe e de krill. Considerando isso, é importante escolher seu fruto do mar de maneira sábia.
Você deve procurar por peixes ricos em gorduras saudáveis, como ômega-3, que contenham também baixos teores de mercúrio e outros poluentes ambientais. Uma boa escolha são os peixes gordurosos menores como sardinhas, anchovas e arenque.
Como regra geral, quanto menor for o peixe na cadeia alimentar, menor a probabilidade de ele conter níveis prejudiciais de contaminantes. Muitos desses peixes menores também contêm quantidades maiores de ômega-3, portanto consumi-los só traz vantagens. O salmão do Alasca pescado em ambiente selvagem é outra escolha saudável.
Se você evita peixe, é importante consumir suplementos com alta quantidade de ômega-3, como o óleo de krill.
Além do peixe, outros exemplos de gorduras benéficas que seu organismo (e seu cérebro, em particular) necessitam para um ótimo funcionamento são o abacate, a manteiga crua proveniente do leite de vaca alimentada com grama orgânica, a manteiga clarificada chamada ghee (feita com leite de vaca ou de búfala, semelhante à manteiga de garrafa aqui do Brasil), azeitonas, azeite de oliva virgem orgânico e óleo de coco, nozes como pecan e macadâmia e ovos provenientes de galinhas criadas ao ar livre.

Ômega-3 é Importante

O ômega-3 de origem animal em combinação com a vitamina D também tem demonstrado melhorar as funções cognitivas e o comportamento associado a determinadas condições psiquiátricas, incluindo TDAH, bipolaridade e esquizofrenia – em parte, por ser um regulador dos níveis de serotonina do cérebro.
O EPA da gordura ômega-3 reduz moléculas sinalizadoras de inflamações no cérebro que inibem a liberação de serotonina de neurônios pré-sinápticos melhorando os níveis de serotonina. O DHA – importante componente estrutural das células cerebrais – também influencia beneficamente os receptores de serotonina aumentando o acesso a ela.
Outras dietas demonstram ser particularmente benéficas para a saúde cerebral incluindo as dietas DASH e MIND, sendo que esta última enfatiza o consumo de frutas e vegetais, especialmente verduras folhosas e bagas, grãos integrais, castanhas, azeite de oliva, feijões, aves e peixe, e limita carne vermelha, queijo, manteiga, doces e alimentos fritos.
O que estas três dietas têm em comum é a ênfase em alimentos integrais, particularmente frutas frescas e vegetais e, pelo menos, ALGUMA gordura saudável.

Benefícios da dieta DASH

A dieta DASH, em particular, tem mostrado ser bastante eficiente na redução do risco de desenvolvimento da hipertensão. No entanto, acredito que a real razão deste efeito não está relacionada à redução do sal e sim à redução do consumo de alimentos processados, que são ricos em frutose.
Como os níveis de insulina e leptina aumentam em resposta aos net carbs, isso causa aumento na pressão arterial.
O excesso de frutose provoca hipertensão em um grau mais elevado do que o excesso de sal. Um estudo realizado em 2010 concluiu que as pessoas que consumiam 74 gramas ou mais de frutose por dia (equivalente a 2,5 bebidas açucaradas) possuíam risco 77% maior de contrair níveis de pressão arterial 160/100 mmHg (hipertensão estágio 2).
O consumo de 74 gramas ou mais de frutose por dia também aumentou em 26% o risco de leitura de pressão arterial de 135/85 e em 30% o risco de leitura de 140/90.
Níveis elevados de ácido úrico também estão significativamente associados à hipertensão (inibindo o óxido nítrico nos vasos sanguíneos), e a frutose aumenta o ácido úrico. Na verdade, o ácido úrico é um subproduto do metabolismo da frutose. Portanto, eliminando o excesso de açúcar e de frutose de sua dieta, você estará efetivamente tratando questões que contribuem para a pressão arterial alta.
Recomendo manter o consumo total de frutose abaixo de 25 gramas por dia. Se você for resistente à insulina (cerca de 80% dos Americanos são), tem pressão arterial alta, diabetes, doença cardíaca ou outra doença crônica, seria sensato limitar o consumo de frutose em 15 gramas ou menos por dia, até que seu quadro geral seja normalizado.

A Dieta do Mediterrâneo Pode Cortar o Risco de Desenvolvimento de Doenças Cardíacas

A importância das gorduras saudáveis não pode ser sobrestimada, em meu ponto de vista. As gorduras são importantes para vários processos biológicos, especialmente aqueles relacionados com as funções cerebrais e cardíacas.
No caso desta última, um ensaio espanhol, que incluiu aproximadamente 7.450 voluntários com idades entre 55 e 80 anos, foi interrompido antes do prazo suposto por motivos éticos, pois considerou que o grupo de controle de baixo teor de gordura estava em desvantagem perigosa.  
Todos os participantes foram diagnosticados com alto risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, porém eram assintomáticos no início do estudo. Os participantes foram acompanhados por 4,8 anos, em média. Os voluntários foram aleatoriamente divididos em três grupos (dois grupos de intervenção e um de controle):
  • Dieta do Mediterrâneo rica em vegetais frescos, frutas, frutos do mar, grãos integrais e gorduras monoinsaturadas, muito pobre em carne e lácteos e complementada com 30 gramas de castanhas por dia (15 gramas de nozes, 7,5 gramas de amêndoas e 7,5 gramas de avelãs).
  • Dieta do Mediterrâneo (como acima) complementada com 50 ml de azeite de oliva virgem no lugar das castanhas
  • Dieta com baixo teor de gordura (controle)
Não houve restrição de calorias para qualquer dos grupos, nem atividade física promovida ou exigida. O cumprimento do requerimento de consumo de azeite de oliva e castanhas foi testado com exames de sangue e urina. O resultado primário foi um composto de infarto do miocárdio, AVC e morte por problemas cardiovasculares.
Os resultados secundários foram AVC, infarto do miocárdio, morte por problemas cardiovasculares e morte por qualquer outro motivo.  
Notavelmente, em menos de cinco anos, os dois grupos de intervenção atingiram uma redução em 30% do risco relativo de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e a redução do desencadeamento de AVC foi de impressionantes 49%.  Não me admira a decisão dos pesquisadores de interromper o ensaio por razões éticas!
Infelizmente, dietas de baixo teor de gordura ainda estão entre as dietas mais aceitas na comunidade médica, tanto para a manutenção do peso como para a saúde cardíaca. Não há como estimar quantas pessoas tiveram morte precoce devido a este conceito fatalmente falho e cientificamente refutado.

Você Consome Peixe Suficientemente?

De acordo com o último relatório da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), os Americanos aumentaram o consumo de frutos do mar em quase 0,5 quilo por pessoa em 2015, uma média de 7 quilos por ano, ou mais que 0,13 quilo por semana.  
É o maior aumento de consumo de frutos do mar em duas décadas, ainda que continuemos defasados em relação às recomendações alimentares, que são de 0,22 quilo de frutos do mar por semana. Idealmente, foque em duas a três porções de peixe como salmão ou sardinhas, anchovas, cavala e arenque toda semana para obter níveis saudáveis de ômega-3.
Evite atum enlatado, cavala, espadarte, garoupa, espadim, olho-de-vidro-laranja, pargo e alabote por possuírem alguns dos mais altos níveis de contaminação.

Para Boa Saúde e Longevidade, Certifique-se de Aumentar o Consumo de Ômega-3

Se você não consome esta quantidade de peixe semanalmente, considere consumir diariamente um suplemento de ômega-3 como óleo de krill. A dosagem de ômega-3 que você necessita depende da sua atura, idade, condição de saúde, tipo de ômega-3 e mais. O melhor a fazer é realizar o teste de índice de ômega-3.
Este teste mede o nível de ômega-3 nas células vermelhas do organismo que é, de fato, a única maneira de determinar se você está adquirindo quantidade suficiente de tal gordura através da alimentação ou suplementação. Seu índice deve estar acima de 8%.
Ainda que não exista um padrão de dosagem de ômega-3 recomendado, algumas organizações de saúde recomendam uma dose diária de 250 a 500 mg de EPA e DHA para adultos saudáveis. Quantidades mais altas (acima de 1.000 a 2.000 mg de EPA e DHA diariamente) são tipicamente recomendadas para prevenção de perda de memória, depressão e doenças cardíacas.
Se você estiver grávida ou amamentando, seu organismo provavelmente necessitará de um adicional de gorduras ômega-3. A Associação Dietética Americana e Nutricionistas do Canadá recomenda que mulheres grávidas e amamentando (e também todos os adultos) consumam pelo menos 500 mg de ômega-3, incluindo EPA e DHA, diariamente.

Existe Algo Melhor que a Dieta do Mediterrâneo?

Se você for saudável e tiver porcentagem de gordura corporal ideal, então as opções alimentares discutidas acima são uma escolha sensata, particularmente se você fizer parte do grupo de outras variáveis discutidas na seção acima.  
Porém, a triste realidade é que 80% das pessoas não se encaixam neste perfil, uma vez que ou estão com sobrepeso, ou têm câncer, doenças cardíacas, diabetes, doenças autoimunes ou neurodegenerativas. Se isto se aplica a você ou a alguém que você estima, então firmemente acredito que você precisa ensinar seu organismo a queimar gordura como seu combustível primário antes de adotar esse tipo de dieta.
Meu novo livro, “Fat for Fuel” (Gordura como Combustível), discute como limitar radicalmente o consumo de carboidratos e proteína integrando períodos de alta ingestão de alimentos e jejum, o que ajudará seu organismo a reconquistar a habilidade de queimar gordura como combustível primário.
Uma vez que você normalize seu peso e outras condições e seu organismo reconquiste a capacidade de queimar gordura como combustível primário, então faz todo sentido adotar a Dieta do Mediterrâneo.

Fonte:

http://portuguese.mercola.com/sites/articles/archive/2017/02/23/dieta-do-mediterraneo.aspx?utm_source=facebook.com&utm_medium=referral&utm_content=facebookmercolaport_lead&utm_campaign=2232017_dieta-do-mediterraneo